MENU
Buscar

Indústrias do Pará realizam missão na Guiana em busca de novos negócios

Missão em Georgetown mira oportunidades geradas pelo petróleo na Margem Equatorial e aposta na logística por Roraima para ampliar o comércio

Foto: Divulgação/Fiepa

Representantes do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará (Sistema Fiepa) estão em Georgetown, capital da Guiana, para identificar oportunidades de negócios impulsionados pela indústria petrolífera local. A missão busca aproximar instituições, mapear demandas locais, prospectar oportunidades para a indústria paraense e fortalecer o comércio entre os dois mercados.

A missão preparatória internacional, denominada Prospect Guiana 2026, reúne visitas a órgãos governamentais, entidades empresariais, portos e organizações privadas. A programação da comitiva inclui reuniões com a agência de promoção de investimentos Go-Invest Guyana, a Câmara de Comércio de Georgetown e o Ministério da Agricultura.

Coordenada pelo Sistema Fiepa, por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN), com participação da Redes Fiepa, a missão busca identificar oportunidades para que empresas do Pará forneçam produtos, serviços, soluções e suprimentos ao mercado guianense. 

De acordo com o CIN, o comércio entre o Pará e a Guiana ainda é incipiente. De janeiro a junho de 2026, o estado exportou US$ 250,8 mil para o país, ocupando a 15ª posição entre os estados brasileiros, com o pargo como principal produto.

A fronteira terrestre entre Roraima e a Guiana e o acordo de preferências tarifárias em vigor desde 2004 reforçam o país como mercado estratégico.

Roraima na rota dos negócios

A iniciativa também coloca Roraima no contexto da expansão comercial, já que o estado abriga a principal ligação terrestre entre o Brasil e o mercado guianense, por meio da fronteira entre Bonfim e Lethem.

A localização do estado representa uma vantagem geográfica para o comércio entre o Brasil e a Guiana. A ligação pela BR-401, passando por Bonfim e pela cidade guianense de Lethem, permite o transporte terrestre de mercadorias, favorecendo operações comerciais envolvendo empresas do Norte do Brasil.

Para Roraima, o avanço das relações econômicas com a Guiana abre perspectivas para os setores de transporte, logística, armazenagem, comércio e prestação de serviços. A movimentação de produtos destinados ao mercado guianense também pode estimular negócios em Boa Vista e nos municípios próximos à fronteira.

Apesar da proximidade geográfica, o aproveitamento dessas oportunidades depende de fatores como infraestrutura rodoviária, procedimentos alfandegários, capacidade logística e condições de acesso ao mercado guianense.

Petróleo impulsiona economia guianense 

Impulsionada pela exploração de petróleo na Margem Equatorial, a Guiana registra forte expansão econômica. Segundo dados do Bureau of Statistics do país, o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 19% em 2025. O avanço amplia a demanda por insumos, máquinas, materiais de construção, bens de consumo e serviços, abrindo espaço para fornecedores externos.

O crescimento aumenta a procura por produtos e serviços em diferentes segmentos, especialmente construção civil, infraestrutura, energia, agricultura e fornecimento de equipamentos industriais.

Indústria paraense busca espaço no mercado internacional

Para o presidente do Sistema Fiepa, Alex Carvalho, a missão reafirma o compromisso da instituição com o desenvolvimento industrial, a internacionalização das empresas e a atração de investimentos.

Guiana

Foto: Divulgação/Fiepa

“Este é um primeiro passo para ampliar o diálogo com o mercado guianense e preparar a indústria paraense para ocupar espaço nas cadeias produtivas geradas pela produção de óleo e gás e de outros produtos que estão impulsionando o crescimento da Guiana”, afirma.

Carvalho destacou que o Pará reúne credenciais sólidaspossui experiência em mineração, metalurgia, energia e infraestrutura, além de logística e localização favoráveis ao comércio exterior.

“A Margem Equatorial é uma nova fronteira de desenvolvimento para a nossa região, e o Pará quer estar presente nessa cadeia de oportunidades. Então, fortalecer os laços com vizinhos que compartilham a mesma vocação industrial é estratégico”, conclui.

Fonte: Portal Roraima 1 e Fiepa