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Parque Tecnológico Guamá impulsiona bioeconomia e inovação no Pará

Com 15 anos, complexo se destaca como referência na integração entre pesquisa científica e mercado

Loa, Laboratório de óleos da Amazônia. Residente do PCT Guamá | Foto: Agência Fluxo

O Parque de Ciência e Tecnologia Guamá se consolidou, ao longo de 15 anos, como um dos principais ambientes de inovação da Amazônia e o primeiro parque tecnológico em operação na Região Norte do país. Voltado à geração de renda, ao aumento da competitividade industrial e ao desenvolvimento econômico, o complexo é considerado um instrumento estratégico da política pública de ciência, tecnologia e inovação no Pará.

Implantado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Profissional e Tecnológica do Pará, o parque conta com a parceria da Universidade Federal do Pará, da Universidade Federal Rural da Amazônia e tem gestão da Fundação Guamá. Desde sua criação, o espaço atua na promoção da cultura de inovação, no estímulo ao empreendedorismo e na aproximação entre academia, setor produtivo e governo.

Criado em um momento inicial da política nacional de inovação — pouco após a Lei de Inovação — o parque surgiu em um cenário ainda marcado por incertezas regulatórias. Mesmo assim, assumiu um papel pioneiro ao estruturar um modelo de integração entre instituições científicas e empresas na Amazônia, ajudando a consolidar um ecossistema que hoje já apresenta maior maturidade no país.

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LABTECS – Laboratório de Tecnologia Supercrítica. Residente do PCT Guamá

Atualmente, o Brasil conta com mais de uma centena de iniciativas de parques tecnológicos, sendo a maior parte já em operação, segundo dados do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Esses ambientes têm como função principal fortalecer a relação entre conhecimento científico e mercado, contribuindo diretamente para o crescimento econômico e a geração de soluções inovadoras.

No PCT Guamá, essa dinâmica se reflete no desempenho de empresas residentes. A Inteceleri, por exemplo, atua desde 2016 com soluções tecnológicas voltadas à educação e já impactou centenas de milhares de estudantes em diferentes estados. A empresa registrou crescimento significativo nos últimos anos, ampliando faturamento e equipe dentro do próprio parque, o que evidencia o papel do ambiente no desenvolvimento de negócios inovadores.

Outro exemplo é a Hidromel Uruçum, empreendimento que nasceu a partir de pesquisa científica e utiliza abelhas nativas sem ferrão para produzir hidromel com identidade amazônica. O processo produtivo conta com apoio técnico e infraestrutura do parque, incluindo análises realizadas em laboratórios da UFPA instalados no complexo. A iniciativa contribui não apenas para a geração de valor econômico, mas também para o fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis e da bioeconomia regional.

A estrutura do parque é baseada no modelo conhecido como “tríplice hélice”, que integra governo, universidades e empresas em uma atuação conjunta. Esse formato favorece a criação de soluções inovadoras e fortalece a transferência de conhecimento científico para o setor produtivo, ampliando o impacto social e econômico das pesquisas desenvolvidas.

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LABTECS – Laboratório de Tecnologia Supercrítica. Residente do PCT Guamá

Com investimento público contínuo, o PCT Guamá mantém uma infraestrutura composta por laboratórios, espaços de coworking, auditórios, áreas de convivência e suporte técnico especializado. Atualmente, o complexo abriga mais de 60 empresas, cerca de 400 pesquisadores e 14 laboratórios voltados à prestação de serviços e ao desenvolvimento científico e tecnológico.

As áreas de atuação incluem inteligência artificial, bioeconomia, energia, sustentabilidade, tecnologia da informação e economia criativa — setores considerados estratégicos para o futuro da Amazônia. Além disso, o parque segue em expansão e deve receber novos espaços, como um hub de negócios, reforçando seu papel como elo entre ciência, inovação e desenvolvimento sustentável na região.