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Goiás firma acordo com EUA e avança na corrida por minerais críticos

Movimento ocorre em paralelo a projetos no Brasil que somam R$ 28 bilhões

Campo de mineração Serra Verde, em Minacu-GO | Foto: Divulgação

O governo de Goiás firmou um memorando de entendimento com os Estados Unidos para cooperação em minerais críticos, em um movimento para atrair investimentos e mapear o potencial mineral do Estado.

O acordo foi assinado em 18 de março, em São Paulo, durante fórum da Câmara Americana de Comércio (Amcham), e prevê ações como levantamento geológico e estímulo à entrada de capital estrangeiro. O conteúdo detalhado não foi divulgado.

Segundo informações divulgadas pelo SBT, um projeto em andamento prevê mapear todo o subsolo de Goiás para identificar reservas minerais, lençóis freáticos, águas termais e hidrogênio natural. A iniciativa envolve o uso de aeronaves com sensores geofísicos e radares de penetração no solo, com custo estimado em R$ 200 milhões e prazo de até dois anos.

Dados da Agência Nacional de Mineração (ANM) indicam que o Estado concentra cerca de 360 iniciativas ligadas a terras raras. Goiás abriga polos como Minaçu, onde está o projeto Serra Verde — o único fora da Ásia a extrair minerais usados na produção de ímãs permanentes — e Nova Roma.

Minério brasileiro no Canadá

O movimento ocorre em paralelo a iniciativas nacionais para ampliar a participação do Brasil nesse mercado. No início de março, projetos de minerais críticos que somam R$ 28 bilhões foram apresentados a investidores estrangeiros durante o “Brazilian Mining Day”, em Toronto, no Canadá.

A agenda reuniu representantes do setor mineral e teve como foco atrair capital para a exploração e o processamento de minerais estratégicos, como terras raras — insumos considerados essenciais para a transição energética e a indústria de alta tecnologia.

Organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) e a Agência para o Desenvolvimento e Inovação do Setor Mineral Brasileiro (Adimb), o evento buscou posicionar o Brasil como fornecedor relevante nesse mercado.

Segundo a ApexBrasil, a estratégia inclui não apenas a extração, mas também o desenvolvimento de etapas industriais para agregar valor à produção no país.

Legislação

O Brasil ainda não possui um marco regulatório específico para minerais críticos. A atividade é atualmente regida por normas gerais do setor mineral, sob competência da União, com autorização da Agência Nacional de Mineração (ANM).