MENU
Buscar

Faturamento do Polo Industrial de Manaus deve se aproximar de R$ 250 bilhões em pouco tempo, diz superintendente da Suframa

Bosco Saraiva prevê novo recorde com base em crescimento superior aos 10% nos últimos dois anos

Foto: PIM Amazônia

A Zona Franca de Manaus deve manter trajetória de crescimento e pode se aproximar de R$ 250 bilhões em faturamento nos próximos anos, segundo projeção do superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, que atribui a perspectiva positiva à estabilidade jurídica, articulação política e manutenção de incentivos que sustentam o modelo econômico da região.

A declaração ocorreu durante evento de comemoração dos 59 anos da Zona Franca, ocorrido na sede da Autarquia nesta segunda-feira (2).

Segundo Saraiva, o PIM vem registrando crescimento no faturamento: em 2023, foram R$ 175 bilhões. Em 2024, o número foi 17% maior, ultrapassando os R$ 205 bilhões. Por fim, em 2025, alcançou R$ 228 bilhões, alta de 11%. Os resultados geram uma média de R$ 202 bilhões.

“A sequência de resultados, superior aos 200 bilhões nos últimos dois anos, indica não apenas recuperação, mas um ciclo de expansão sustentado, impulsionado por investimentos industriais, diversificação produtiva e aumento da demanda nacional. A expectativa é que a gente se aproxime de R$ 250 bilhões em pouco tempo”, disse.

A projeção otimista também está associada ao ambiente institucional. Saraiva destacou que a segurança jurídica do modelo foi fortalecida por articulação entre Executivo e Legislativo, citando a atuação do vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin e a condução política do presidente Lula como fatores decisivos para consolidar a proteção legal da Zona Franca.

No Congresso, destacou o apoio da Bancada Amazônica, coordenada pelo senador Omar Aziz, apontado como estratégico para manter a previsibilidade regulatória que atrai empresas e investimentos.

“Quando há estabilidade institucional e regras claras, o investidor deixa de olhar a região como aposta e passa a enxergá-la como estratégia de longo prazo. O que estamos consolidando não é apenas segurança jurídica, mas um sinal inequívoco de confiança do Estado brasileiro no futuro da Zona Franca e no potencial econômico da Amazônia”, pontuou.