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Exploração madeireira no Pará atinge maior volume em cinco anos

Pará explorou 60.664 hectares de madeira no último ciclo, 40% mais que no período anterior, segundo o Imazon

Foto: Felipe Werneck – Ibama/Arquivo

O Pará registrou 60.664 hectares de exploração madeireira entre agosto de 2024 e julho de 2025, o maior volume dos últimos cinco anos, segundo levantamento do Imazon.

O resultado representa alta de 40% em relação ao ciclo anterior (agosto de 2023 a julho de 2024), quando foram explorados 43.052 hectares.

Do total do novo ciclo, 41.538 hectares (68%) ocorreram em áreas autorizadas, com crescimento de 83% na exploração legal. Os outros 19.126 hectares (32%) foram extraídos de forma ilegal, uma redução de 6% frente ao ciclo anterior.

Trabalhador ao lado de grande tora de madeira cortadaexploração

Foto: Divulgação

Os municípios com maior exploração ilegal foram Ipixuna do Pará, com 2.380 hectares, Rondon do Pará, com 2.371 hectares, e Moju, com 2.304 hectares. Os três concentram 37% de toda a atividade ilegal no estado.

Paragominas teve o melhor resultado entre os municípios monitorados: a exploração ilegal caiu 70%, de 3.823 para 1.170 hectares.

Nas terras indígenas, a exploração ilegal somou 424 hectares, o segundo menor valor da série histórica e equivalente a 2% do total ilegal no Pará. Toda a ilegalidade identificada em terras indígenas se concentrou na Terra Indígena Amanayé.

Caminhão transporta toras de madeira em estrada de exploração

Foto: Divulgação

Segundo a pesquisadora do Imazon Camila Damasceno, “os números mostram que há muito a avançar” na fiscalização e no manejo florestal comunitário.

O coordenador do programa de monitoramento do Imazon, Carlos Souza Jr., estima que entre 38 mil e 57 mil árvores tenham sido derrubadas sem autorização no período, o que compromete a transparência do setor florestal.

Com informações do Imazon.