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Empresários paraenses se reúnem em Belém para diversificar exportações para o Canadá

Road Show Pará-Canadá busca expandir a presença de produtos da bioeconomia e da indústria local no mercado canadense

Foto: Divulgação/Fiepa

Com a proposta em agregar novos itens e diversificar os negócios entre o Pará e o Canadá, dezenas de empresários com interesse em fazer negócios com empreendedores canadenses, reuniram-se nesta quarta-feira (30), durante o Road Show Pará-Canadá, promovido pela Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC), em Belém. 

O encontro em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa) e o Centro Internacional de Negócios do Pará (Fiepa CIN), com apoio da Fiepa Redes reuniu cerca de 50 empresários do ramo do açaí, frutas, bebidas e cosméticos da Amazônia que ficaram lado a lado com os de mineração e móveis, além de outros segmentos da economia paraense.

O encontro teve a programação aberta pelo presidente da Federação, Alex Carvalho, que destacou o potencial de ampliação das relações comerciais entre o Pará e o Canadá. “Temos muito a crescer e a aproveitar essas oportunidades, com inovação, tecnologia e compartilhamento de expertises, além de avançar na verticalização da produção e na agregação de valor. Esse é um caminho importante para enfrentarmos os desafios socioambientais e econômicos do nosso estado e do país, ao mesmo tempo em que geramos benefícios para os dois mercados”, afirmou.

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Presidente da Federação, Alex Carvalho | Foto: Divulgação

Na sequência, representantes da CCBC mostraram dados do mercado canadense e oportunidades para os produtos do Pará. Além do setor de minérios já promissor, a Câmara destacou o potencial da bioeconomia em alimentos, bebidas, ingredientes, moda e cosméticos, com produtos exclusivos do ecossistema amazônico, de origem extrativista e de tradição indígena.

“O Canadá é um mercado estratégico para a diversificação dos destinos das exportações paraenses e para levarmos a qualidade da nossa indústria e a sustentabilidade presente em nossa produção a novos consumidores. A parceria com a Câmara de Comércio Brasil-Canadá também abre caminho para novas ações e aproxima ainda mais nossas empresas desse mercado. Para o Sistema FIEPA, essa conexão é fundamental para apoiar a internacionalização da indústria paraense e ampliar sua presença no exterior”, afirma Cassandra Lobato, gerente do Centro Internacional de Negócios da FIEPA (FIEPA CIN).

A diversificação da pauta exportadora foi o fio condutor das apresentações. Em 2025, a relação comercial movimentou cerca de US$ 712 milhões em 2025, com expressivos US$ 687,1 milhões em exportações paraenses e US$ 24,9 milhões em importações. O setor de mineração lidera as vendas, tendo alumina calcinada, bauxita e caulim como os principais produtos. Atualmente, o Pará é o maior exportador brasileiro de caulim e madeiras tropicais perfiladas para o mercado canadense, além de ocupar o segundo lugar em alumina calcinada e ouro.

O cenário internacional atual favorece a aproximação. Em 2026, os Estados Unidos impuseram tarifas de 50% sobre US$ 27,6 bilhões em produtos canadenses, o que levou o Canadá a buscar novos fornecedores e parceiros. No primeiro semestre, a corrente de comércio entre Brasil e Canadá cresceu 15% sobre igual período de 2025 e chegou a US$ 5,47 bilhões.

Canadá

Foto: Divulgação/Fiepa

Conforme apontado pela Câmara, para conquistar o consumidor canadense é preciso comunicar com clareza a história, a tradição e o valor de cada produto, atributos presentes na culinária nortista, que leva o regionalismo e os saberes ancestrais à mesa.

Para a empresária Erika D’Antona, da Paladar Amazônico, foodtech do segmento industrial de alimentos localizada no município de Ananindeua, Região Metropolitana de Belém, o mercado canadense representa uma oportunidade estratégica para ampliar os negócios e levar os sabores da Amazônia a novos consumidores.

“Nossa empresa atua na produção e comercialização de produtos com sabores típicos da região amazônica, como geleias e molhos produzidos com frutas regionais. Este encontro foi muito importante porque nos mostrou o potencial que temos para fornecer ao mercado canadense produtos à base de cupuaçu, açaí e bacuri. Queremos apresentar nossas geleias e molhos de frutas amazônicas ao mercado internacional, especialmente ao Canadá”, destacou.