Indústria
Empresa do Panamá tem projeto para produzir fogões no Polo Industrial de Manaus
Projeto da Mystic foi aprovado pelo Codam e prevê investimento inicial de R$ 4,3 milhões na primeira unidade fabril da marca no Amazonas
A Mystic, empresa de eletroeletrônicos e linha branca com matriz no Panamá, tem planos para começar a produzir no Polo Industrial de Manaus (PIM). O projeto aprovado pelo Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam) prevê a produção de fogões domésticos a gás, de piso e de embutir.
O investimento inicial é estimado em R$ 4,3 milhões, com previsão de criação de 20 empregos diretos na primeira fase da operação. A empresa já tem presença comercial no Brasil, com produtos vendidos por redes varejistas, inclusive em Manaus.
Fundada em 2007, a Mystic atua em segmentos como televisores, refrigeradores, aparelhos de ar-condicionado, máquinas de lavar, fogões, micro-ondas, pequenos eletrodomésticos e equipamentos de áudio. A marca informa operar em 14 países, com sede no Panamá e escritórios no Brasil, na China e em Hong Kong.

A chegada da empresa ao Amazonas ocorre por meio da Mystic da Amazônia Ltda., empresa aberta em Manaus em março de 2026 e registrada com atividade de fabricação de fogões, refrigeradores, máquinas de lavar e secar para uso doméstico, peças e acessórios.

Reprodução/Mystic
Embora o projeto aprovado esteja concentrado inicialmente em fogões, o portfólio da Mystic no mercado latino-americano é mais amplo. No site da marca, a empresa apresenta linhas de televisores, áudio, ar-condicionado, refrigeradores, freezers, máquinas de lavar, fogões e pequenos eletrodomésticos.
A nova operação entra em um setor de peso para a indústria local. Em 2025, o setor eletroeletrônico, junto com bens de informática, respondeu por 37% do faturamento total do Polo Industrial de Manaus, com R$ 86 bilhões. O desempenho ajudou a indústria de Manaus a alcançar faturamento recorde de R$ 229 bilhões no ano.
Com a aprovação no Codam, a Mystic passa a integrar o grupo de empresas que buscam usar a Zona Franca de Manaus como base produtiva para atender o mercado brasileiro.
