Tecnologia & Inovação
Em Manaus, Adata prepara montagem de servidores para data centers
Fabricante de memórias e SSDs dobrou a área fabril na Zona Franca e inicia nova operação industrial em dezembro
A Adata vai iniciar em dezembro uma nova operação industrial em Manaus para montagem e testes de servidores, incluindo modelos de alta potência voltados a data centers. Em entrevista à PIM Amazônia, Nivaldo Gagliardo, vice-presidente de Operações da Adata Technology Brasil, afirma que a fábrica local é estratégica para a companhia e vem recebendo investimentos desde o início da operação, em 2021.
Qual é hoje o papel da fábrica de Manaus na estratégia da Adata no mercado brasileiro?
A fábrica de Manaus é estratégica no curto e longo prazo para a Adata e, por conta disso, vem, desde o início de sua operação em 2021, recebendo investimentos significativos não somente para aumento de capacidade, como para o incremento de processos automatizados e da expansão de suas competências industriais e consequente aumento do portfólio de produtos.
Aderente a esta questão estratégica, desde fevereiro de 2026 a Adata dobrou a sua área de manufatura, passando a contar com um segundo galpão industrial em sua planta de Manaus, que, no último trimestre deste ano, já passará a contribuir com o crescimento das operações locais.
Quais etapas da produção são realizadas na unidade de Manaus?
A Adata de Manaus, por meio de equipamentos de última geração e em ambiente industrial extremamente bem controlado, especialmente em termos de temperatura e umidade, realiza a operação completa da montagem eletrônica dos módulos de memória DRAM e também de SSDs com a tecnologia SMT, além de realizar os testes nesses produtos, sendo os componentes principais, os circuitos integrados de memória DRAM e Flash para os SSDs, fornecidos pela fábrica da Adata de Santo Antônio de Posse (SP).
A Adata de Manaus dispõe, no seu processo produtivo, de diversos equipamentos automatizados de manipulação e de inspeção de produtos e de ferramentais, inclusive utilizando IA, desenvolvidos no Brasil e com institutos parceiros de Manaus, via projetos de P&D.
A Adata vem ampliando sua operação no Polo Industrial de Manaus e teve projeto de diversificação aprovado pelo Codam. O que torna Manaus competitiva para esse tipo de fabricação?
A manutenção constitucional dos incentivos da Zona Franca oferece previsibilidade para investimentos industriais de médio e longo prazo. Uma cadeia produtiva eletrônica consolidada e mão de obra especializada complementam a atratividade local.
Esses fatores permitem produzir tecnologia com eficiência e competitividade, razão pela qual empresas como a Adata continuam expandindo e diversificando as suas operações no Polo Industrial de Manaus.
Neste sentido, a Adata iniciará, em dezembro próximo, uma nova operação industrial na planta de Manaus para a montagem e testes de servidores, neste caso em regime de manufatura sob contrato, incluindo modelos de servidor de alta potência para aplicação em data centers.
Adicionalmente, as engenharias da Adata, em conjunto com as engenharias de clientes, estudam oportunidades de fabricação de outros produtos eletrônicos para outros mercados, como os de automação e mesmo o automotivo, a partir de 2027.
Na avaliação da Adata, quais devem ser os próximos passos para ampliar a cadeia de memórias e semicondutores na Zona Franca?
A Adata conta, desde 2021, com o apoio essencial da Suframa, da Sedecti e de outros órgãos governamentais e institutos locais, o que permitiu um avanço importante na conquista de maior fatia de mercado no Brasil nos últimos quatro anos.
A Adata continua a investir em Manaus com a convicção de que este apoio e estas políticas de fomento à indústria local permaneçam e avancem, contribuindo cada vez mais para acelerar a aprovação de novos projetos e reduzir gargalos operacionais locais, de forma a contribuir para uma maior eficiência operacional das empresas estabelecidas no PIM.

