Economia
Mercado global pressiona e diesel pode ficar mais caro no Brasil
Decisão dos Estados Unidos amplia oferta global do combustível, mas tende a aumentar a concorrência internacional e pressionar os preços
Lula durante reunião com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, no Grande Palácio do Kremlin, em Moscou, em 9 de maio de 2025 (Foto Ricardo Stuckert/PR)
A suspensão temporária de sanções dos Estados Unidos ao petróleo e derivados da Rússia pode ampliar a oferta de diesel no mercado internacional, mas também aumentar os preços do produto importado pelo Brasil.
A medida autoriza transações com petróleo russo até 11 de abril e ocorre em meio à instabilidade no mercado energético causada pela guerra no Oriente Médio e pelas dificuldades de navegação no Estreito de Ormuz.
O Brasil ampliou a compra de diesel russo desde o início da Guerra da Ucrânia, em 2022. Atualmente, cerca de 30% da demanda nacional pelo combustível é atendida por importações, principalmente da Rússia e dos Estados Unidos.
Com o relaxamento das sanções, o diesel russo tende a ser negociado a preços mais próximos das cotações globais, o que pode elevar o custo para importadores brasileiros. A concorrência internacional também deve crescer, especialmente com países da Ásia, como a China.
Enquanto isso, o preço do petróleo segue pressionado pela instabilidade geopolítica. O barril do tipo Brent crude oil superou a marca de US$ 100 na última semana, refletindo as tensões no mercado energético global.
No Brasil, a alta já é sentida nas bombas. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que o litro do diesel chegou a R$ 6,80 na semana passada, enquanto a gasolina alcançou R$ 6,46.
