Logística
Construtora mineira, LCM Construção e Comércio vence licitação de R$ 356 milhões para obra em trecho da BR-319
Obra contempla 95 km entre Borba e Manicoré e integra pacote de R$ 1,45 bilhão para recuperação da rodovia
Foto: Luiz Felipe Santos/DPE-AM
A construtora mineira LCM Construção e Comércio foi declarada vencedora do quarto certame licitatório promovido pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para as obras no estratégico “Trecho do Meio” da BR-319.
Com uma proposta de R$ 356,1 milhões — valor situado abaixo da estimativa oficial, que girava em torno de R$ 378 milhões —, a empresa será responsável por dotar de pavimentação adequada um percurso de 95 quilômetros entre os municípios de Borba e Manicoré, compreendido entre os quilômetros 250,7 e 346,2 (Lote 1 do Edital nº 90130/2026).
A documentação do processo agora tramita para a homologação final e chancela de adjudicação pelo superintendente regional do DNIT no Amazonas, Orlando Fanaia Machado.
A intervenção integra um plano robusto de recuperação da malha viária que divide os 340 quilômetros mais críticos da rodovia em quatro lotes, somando aportes da ordem de R$ 1,45 bilhão em parcerias que também envolvem frentes executadas pela Construtora Etam e pela Construtora Meirelles Mascarenhas.
“A pavimentação da BR-319 representa uma conquista estrutural decisiva para garantir a segurança no tráfego, reduzir custos logísticos e assegurar a integração permanente entre o Amazonas e o restante do país”, destaca o setor produtivo regional.
O desfecho bem-sucedido das licitações coroa um período de intensos embates legais iniciados logo após a publicação dos editais em abril.
Na ocasião, o Observatório do Clima obteve uma liminar na Justiça Federal do Amazonas para paralisar os processos, argumentando contra a dispensa de licenciamento ambiental amparada pelo novo Marco do Licenciamento Ambiental.
A reviravolta jurídica ocorreu com a decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), que cassou a suspensão e garantiu luz verde para a continuidade dos certames.
Com a decisão, o projeto viabiliza a retomada definitiva de obras aguardadas há décadas pela população e pelo setor logístico da Amazônia Ocidental.
Fonte: Amazonas Atual

