Internacional
Colômbia vai substituir trecho de gasoduto binacional com a Venezuela
Cinco quilômetros de tubulação serão reativados para reforçar o fornecimento de gás no país e ampliar a integração energética entre os dois países
Gustavo Petro critica Donald Trump, em Bogotá, em 20 de outubro de 2025, após troca de ofensas entre os dois líderes (Foto RS/Fotos Públicas)
O governo da Colômbia anunciou que vai substituir cinco quilômetros de tubulação do lado colombiano do gasoduto binacional Antonio Ricaurte, que liga o país à Venezuela.
O gasoduto possui 225 quilômetros de extensão e capacidade de transportar cerca de 14,16 milhões de metros cúbicos de gás por dia da Venezuela para a Colômbia. Inaugurado em 2007, teve suas atividades interrompidas em 2019, antes mesmo da ativação da ligação entre os dois países.
O anúncio ocorreu na quarta-feira (11/3), após reunião do ministro de Minas e Energia colombiano, Edwin Palma, com a diretora da Autoridade Nacional de Licenças Ambientais (Anla), Irene Vélez Torres, e representantes da PDVSA Colômbia. O acordo prevê a execução das obras no trecho de cinco quilômetros desmontado na Colômbia, a reativação da licença ambiental do gasoduto e a criação de uma mesa técnica para acompanhamento das obras.
“O governo tem a vontade política de restabelecer a cooperação energética com a Venezuela e avançar em soluções que fortaleçam o abastecimento de gás para o país”, afirmou Palma.
Para o governo colombiano, a reativação do gasoduto é vista como uma medida estratégica para reforçar o fornecimento de gás nos próximos anos, em meio ao aumento da demanda energética. Torres destacou: “As instruções do presidente Gustavo Petro foram claras e, na Anla, estamos trabalhando na revisão do estado da licença para permitir sua reativação.”
Em fevereiro, Colômbia e Venezuela haviam acordado ampliar a colaboração energética, incluindo importação de gás, adequação da infraestrutura binacional e fortalecimento das linhas de interconexão elétrica entre os países.
A retomada da integração energética ocorre após a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela, em janeiro, que resultou na captura do então presidente Nicolás Maduro.
