MENU
Buscar

Empresas criticam excesso e falta de clareza na regulação no Brasil

Pesquisa da CNI aponta que apenas 15% das empresas consideram a regulação adequada; mais de 40% têm dificuldade para compreender normas

Empresários industriais participam de reunião, refletindo preocupações com burocracia e complexidade das normas regulatórias no Brasil | Divulgação

Uma pesquisa inédita da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra forte insatisfação dos empresários com o ambiente regulatório brasileiro. De acordo com a Sondagem Especial nº 100: Percepção das empresas industriais sobre regulação, em uma escala de 1 a 10, os empresários deram nota média de 4,25 para a qualidade das normas.

O levantamento aponta que a burocracia afeta diretamente a rotina das empresas:

  • 34% afirmam ter dificuldade para encontrar as regras que precisam cumprir;

  • 41% relatam dificuldade para compreender essas normas.

A pesquisa também revela que apenas 15% dos empresários consideram a regulação adequada para proteger cidadãos, meio ambiente e empresas. Entre os demais, 30% julgam a legislação insuficiente e 29% a consideram excessiva.

Para Fabrício Silveira, superintendente de Política Industrial da CNI, os resultados mostram a urgência de simplificar e tornar mais claras as normas. “Quando mais de 40% das empresas têm dificuldade para compreender as regras que devem seguir, fica evidente que precisamos de regulamentos mais claros, previsíveis e acessíveis. Um plano nacional de simplificação regulatória é essencial para garantir segurança jurídica e competitividade da indústria”, afirma.

O estudo também destaca a necessidade de maior participação do setor produtivo na formulação das regras. Quase metade das empresas nunca participou de processos regulatórios (53% das pequenas e 55% das médias), e 47% das que já participaram consideram a participação difícil.

Além disso, 71% dos empresários afirmam que o governo federal tem papel importante para melhorar a qualidade das normas, mas entre aqueles que conhecem ações governamentais, 57% avaliam os esforços como baixos ou muito baixos.

O levantamento reforça a demanda do setor industrial por um ambiente regulatório mais transparente, acessível e eficiente, capaz de reduzir a burocracia e fortalecer a competitividade da economia brasileira.