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Banco da Amazônia bate recorde e chega a R$ 2,9 bilhões em crédito para agricultura familiar

Instituição ampliou em 238% o volume contratado entre 2023 e 2026, com 152,9 mil contratos e 84,2 mil famílias atendidas

Foto: Divulgação/Embrapa Amapá

O Banco da Amazônia alcançou o maior Plano Safra da Agricultura Familiar de sua história. No ciclo 2025/2026, a instituição chegou a R$ 2,868 bilhões em crédito contratado para o segmento, considerando operações próprias e repasses, resultado 47% superior ao registrado no Plano Safra anterior. Somente nas operações realizadas diretamente pelo Banco, o volume chegou a R$ 2,177 bilhões, alta de 29% em relação ao ciclo 2024/2025.

Entre os ciclos de 2023 a 2026, o volume contratado chegou a R$ 6,185 bilhões, crescimento de 238% em comparação ao período de 2019 a 2022, quando foram contratados R$ 1,831 bilhão.

Para o presidente do Banco da Amazônia, Luiz Lessa, o resultado reforça o papel da instituição como agente de desenvolvimento da região e o braço direito do Governo Federal na execução de políticas públicas na região Norte.

“Chegar a R$ 2,9 bilhões em crédito contratado para a agricultura familiar é mais do que um recorde histórico. É a demonstração de que o Banco da Amazônia está ampliando o acesso ao financiamento, fortalecendo pequenos produtores e contribuindo para a geração de renda nos territórios da região Norte. Esse resultado confirma o compromisso do Banco com quem produz, movimenta a economia local e ajuda a promover o desenvolvimento econômico e social da Amazônia”, afirma.

Mais contratos e famílias atendidas

Entre 2023 e 2026, o Banco da Amazônia registrou 152.898 contratos no âmbito do Plano Safra da Agricultura Familiar, alta de 186% em relação aos 53.502 contratos do período de 2019 a 2022. O número de famílias atendidas também avançou no mesmo período, passando de 45.938 para 84.255, crescimento de 83%.

plano safra

Segundo Luiz Lessa, presidente do Banco da Amazônia, o desempenho mostra que o crescimento ocorreu de forma pulverizada, com ampliação efetiva do acesso ao crédito em todos os estados da região Norte.

“Esse Plano Safra da Agricultura Familiar foi o maior que o Banco da Amazônia já teve em toda a sua história. O último Plano Safra já havia sido o maior até então, com um volume cerca de duas vezes e meia superior ao anterior, o que mostra o quanto o Banco vem buscando ampliar sua atuação nesse segmento”, afirma.

Para ele, o avanço no número de contratos e famílias atendidas é um dos principais indicadores da democratização do crédito rural na região.

“Quando olhamos para a quantidade de contratos, clientes e famílias atendidas, vemos uma evolução muito expressiva. Isso mostra a democratização do crédito, a busca pela desburocratização, o acesso mais facilitado e uma pulverização maior para os produtores da região”, completa.

Presença em 97% dos municípios da região Norte

No Plano Safra da Agricultura Familiar 2025/2026, considerando operações próprias e repasses, o Banco da Amazônia chegou a 438 dos 450 municípios da região Norte, o equivalente a 97% de cobertura.

A presença territorial é considerada estratégica para ampliar o acesso ao crédito em áreas onde a distância dos grandes centros, a baixa bancarização e as dificuldades de assistência técnica ainda são barreiras para agricultores familiares, comunidades tradicionais, povos indígenas, mulheres produtoras e pequenos empreendimentos rurais.

“Como principal instituição de desenvolvimento da região e executor de políticas públicas do Governo Federal, o compromisso do Banco da Amazônia é fomentar a maior quantidade possível de produtores e, com isso, contribuir para o desenvolvimento econômico e social da Amazônia e do Brasil”, reforça Luiz Lessa.

Pronaf B, Pronaf A e linhas sustentáveis puxam crescimento

Entre as linhas de crédito, alguns dos maiores avanços ocorreram em modalidades voltadas a públicos de menor renda, inclusão produtiva e fortalecimento da produção familiar. O Pronaf B, considerando Banco e repasses, chegou a R$ 726,1 milhões contratados no ciclo 2025/2026, crescimento de 312% em relação ao período anterior.

O Pronaf A, voltado a assentados da reforma agrária, povos indígenas e comunidades quilombolas, alcançou R$ 242,8 milhões, alta de 90%. A linha também ampliou o número de famílias atendidas, que passou de 2.617 para 4.896 no ciclo 2025/2026, crescimento de 87%.

O Pronaf Mulher também teve expansão expressiva, com R$ 13,2 milhões contratados, alta de 243%. Já as linhas associadas à sustentabilidade e à produção de base regional reforçaram o papel do crédito rural na valorização das cadeias produtivas amazônicas: o Pronaf Floresta somou R$ 83,9 milhões, crescimento de 57%, e o Pronaf Bioeconomia chegou a R$ 116,6 milhões, alta de 54%.

Também tiveram destaque o Pronaf Mais Alimentos, com R$ 545,7 milhões contratados, e o custeio isolado, que ultrapassou R$ 1,1 bilhão no ciclo 2025/2026.

Para o Banco da Amazônia, os resultados reforçam o papel da instituição na execução das políticas públicas de crédito rural na região Norte, especialmente por meio do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) e das linhas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Na prática, os recursos financiam custeio, investimento, aquisição de equipamentos, assistência técnica, ampliação da produção, estruturação de agroindústrias familiares e fortalecimento de cadeias produtivas locais. A estratégia contribui para geração de renda, segurança alimentar, permanência das famílias no campo e desenvolvimento econômico e social da Amazônia.