MENU
Buscar

Amapá firma R$ 26 milhões em acordos para assistência rural para combater praga da mandioca

Parcerias com a Anater vão atender mais de 2,9 mil famílias e ampliar ações de produção sustentável

Autoridades durante assinatura de acordos que destinam recursos para assistência rural e combate à praga da mandioca no Amapá | Foto: Juliana Pereira/Ascom Asbraer

O Governo do Amapá formalizou, nesta quinta-feira (26/3), em Brasília, a assinatura de três instrumentos de parceria voltados ao fortalecimento da assistência técnica e extensão rural no estado. As iniciativas somam mais de R$ 26 milhões e têm como foco o combate à praga conhecida como vassoura de bruxa da mandioca, além da promoção de sistemas produtivos sustentáveis.

Os acordos foram firmados com a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural, com recursos do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar. A execução das ações ficará a cargo do Instituto de Extensão, Assistência e Desenvolvimento Rural do Amapá.

Os programas abrangem três frentes principais. A primeira é voltada a povos indígenas de Oiapoque, com atendimento a mil famílias nas terras Uaçá, Galibi e Juminã, com foco no enfrentamento da praga que afeta a mandioca.

Amapá firma R$ 26 milhões em acordos para assistência rural e combate à praga da mandioca

Autoridades durante assinatura de acordos que destinam recursos para assistência rural e combate à praga da mandioca no Amapá

A segunda frente atende 1.127 famílias de agricultores familiares, com ações emergenciais para conter a doença, recuperar a produção e fortalecer a cadeia produtiva da mandioca.

Já o Programa Nacional de Florestas Produtivas prevê a implantação de sistemas agroflorestais em 850 propriedades rurais distribuídas em 18 assentamentos da reforma agrária, combinando produção e preservação ambiental.

Ao todo, mais de 2,9 mil famílias devem ser beneficiadas diretamente pelas iniciativas. Do valor total, cerca de R$ 15 milhões serão destinados ao combate à praga da mandioca, enquanto aproximadamente R$ 11 milhões irão para projetos de florestas produtivas.

Segundo o presidente da Anater, Camilo Capiberibe, os recursos representam um marco para a assistência técnica rural no estado, ao ampliar a presença de profissionais no campo e modernizar práticas agrícolas.

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, afirmou que a iniciativa busca garantir a segurança alimentar e fortalecer a produção rural no Amapá.

Com duração prevista de 24 meses, os programas devem contribuir para a recuperação da produção agrícola, a proteção dos sistemas tradicionais e o desenvolvimento sustentável na região.