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Calor global pode fazer demanda por ar-condicionado triplicar até 2050

Mudanças climáticas, urbanização e crescimento econômico pressionam consumo de energia e ampliam espaço para equipamentos mais eficientes

Foto: Divulgação/Daiklin

Impulsionada pelo aumento das temperaturas globais, pela urbanização acelerada e pelo crescimento econômico dos países emergentes, a demanda mundial por sistemas de ar-condicionado tem potencial para dobrar até 2030 e triplicar até 2050, considerando um cenário de aquecimento global de 4 °C com base em estudos da Agência Internacional de Energia (IEA).

As projeções foram detalhadas no Sustainability Report 2026 e no Integrated Report 2026 da Daikin, destacando o impacto direto sobre a matriz elétrica global e os novos rumos do setor de climatização.

No Brasil, a fabricante fortalece sua atuação tecnológica e industrial por meio de sua planta fabril instalada no Polo Industrial de Manaus (PIM).

De acordo com as análises corporativas, a demanda mundial por eletricidade destinada à climatização de ambientes poderá crescer em até 40% até 2030, tornando a eficiência energética um pilar central para conter o avanço do consumo e das emissões associadas.

Diante desse cenário, a IEA aponta que os equipamentos mais eficientes do mercado atual podem alcançar mais que o dobro da média de eficiência dos aparelhos comercializados globalmente.

“O crescimento da climatização não significa apenas instalar mais equipamentos. Também exige melhorar sua eficiência e a forma como são operados ao longo dos anos. Na América Latina, onde coexistem mercados com diferentes níveis de acesso ao ar-condicionado e necessidades energéticas muito distintas, essa transformação abre uma discussão importante sobre como atender à demanda sem aumentar desnecessariamente o consumo de eletricidade”, pontua Satoshi Okayama, General Manager da Daikin Latin America.

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Foto: Divulgação/Daiklin

Transformação Estratégica: O Plano FUSION 30

Para responder aos novos desafios do mercado e mitigar impactos ambientais, a Daikin estruturou o plano estratégico global FUSION 30, redefinindo seu modelo de atuação para além da fabricação de hardware.

Com essa iniciativa, a companhia planeja que as soluções integradas — que englobam projetos de substituição, engenharia, manutenção, serviços e gestão de energia — passem a representar 40% de suas vendas de ar-condicionado até 2030, ante os 28% registrados em 2025.

Além disso, o segmento de serviços e soluções (Solutions Business) deverá ser responsável por aproximadamente 70% do incremento previsto no lucro bruto da divisão de climatização entre os anos fiscais de 2025 e 2030, contemplando também o desenvolvimento de tecnologias inverter, bombas de calor, recuperação avançada de gases refrigerantes e sistemas de resfriamento específicos para data centers e cargas térmicas ligadas à inteligência artificial (IA).

Sustentabilidade, Metas Climáticas e a Presença no PIM

O reposicionamento da fabricante está diretamente atrelado ao seu desempenho socioambiental. No ano fiscal de 2025, o consumo de eletricidade dos equipamentos durante a operação representou 69,3% das emissões de gases de efeito estufa (GEE) de toda a cadeia de valor da Daikin.

Como meta do FUSION 30, a empresa assumiu o compromisso de reduzir em 40% as emissões de GEE ao longo do ciclo de vida de seus produtos por unidade de vendas líquidas até 2030, comparado ao ano fiscal de 2022.

No mercado brasileiro, onde atua desde 2011, a Daikin combina sua rede de showrooms e centros de capacitação técnica com a operação de sua fábrica em Manaus (AM).

A unidade fabril amazonense desempenha um papel estratégico ao fornecer soluções de alta tecnologia, eficiência energética e baixo impacto ambiental para aplicações residenciais, comerciais e industriais em todo o território nacional.