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Produção industrial do Maranhão recua 6,4% no 1º semestre e fica em penúltimo no país

Segundo dados do IBGE, retração da indústria extrativa (-35,7%) puxou o resultado negativo no estado

Foto: Divulgação

A produção industrial do Maranhão recuou 6,4% entre janeiro e junho de 2026 frente ao mesmo período de 2025, ocupando a 16ª posição entre as 17 unidades da Federação analisadas pela Pesquisa Industrial Mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados sobre o volume de produção física integram o Panorama Empresarial da Indústria de agosto, publicado pelo Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema).

No Maranhão, a maior retração do setor no primeiro semestre foi da Indústria Extrativista, que despencou 35,7%. Logo atrás, a Indústria de Transformação recuou 4,6%, impulsionada pela queda nas atividades de alimentos, papel e celulose, e minerais não metálicos.

A produção de alimentos apresentou queda de 28,7%, a maior entre as atividades do segmento de Transformação destacadas no Panorama. Enquanto o grupo de cerâmica, concreto e brita registrou redução de 0,6%, papel e celulose recuou 7,4%.

Já as atividades que apresentaram crescimento no período analisado pela pesquisa, a produção de bebidas avançou 7,8%, e a metalurgia aumentou 6,1%. Esses resultados, porém, não compensaram as quedas dos demais segmentos no índice geral da indústria maranhense.

O recuo de 6,4% no semestre sucede a queda de 6,2% registrada no acumulado de janeiro a maio. Os dois resultados comparam períodos distintos com os respectivos intervalos de 2025 e mostram que a produção maranhense permaneceu abaixo do nível do ano anterior.

Cenário nacional e regional

Na visão geral da Pesquisa Industrial Mensal, a produção industrial no Brasil cresceu 1,5% no primeiro semestre, com avanço de 7,4% na Indústria Extrativa e de 0,4% na de Transformação. Em contrapartida, no Nordeste, o resultado geral registrou uma queda de 0,2%, apesar do aumento de 12% na atividade extrativa. A Indústria de Transformação da região recuou 0,7%.

Entre os estados pesquisados, o Espírito Santo apresentou o maior crescimento, de 20,2%, seguido por Pernambuco, com 10,9%, e Rio de Janeiro, com 7,5%. O Rio Grande do Norte registrou queda de 13,1%, único resultado inferior ao do Maranhão.