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Super Terminais já investiu R$ 650 milhões em logística em Manaus nos últimos dois anos

Recursos ampliam a estrutura em Manaus e criam nova alternativa logística em Itacoatiara

Foto: Divulgação

O Super Terminais investiu aproximadamente R$ 650 milhões nos últimos dois anos para modernizar sua operação principal em Manaus e inaugurar uma nova frente de negócios estratégicos no município de Itacoatiara. A iniciativa consolida um plano integrado que abrange o fortalecimento da cadeia logística do Polo Industrial de Manaus (PIM), a preparação preventiva para períodos de seca severa na Amazônia Ocidental e a expansão para o mercado de transporte de grãos e fertilizantes pelo corredor do Arco Norte.

Na Coluna Mais Negócios, do Jornal Em Tempo, o diretor-geral do Super Terminais, Marcello Di Gregorio, detalha a composição dos aportes.

“Nos últimos dois anos, a empresa investiu cerca de R$ 400 milhões em infraestrutura, tecnologia e modernização em Manaus. Esse montante não contemplava os novos aportes no Super Porto Verde, que recebeu investimento de R$ 250 milhões. Somados, os investimentos totalizam aproximadamente R$ 650 milhões”.

Modernização portuária e transição energética em Manaus

As melhorias executadas na capital amazonense incluem a aquisição de três guindastes elétricos alemães, avaliados em R$ 120 milhões, e a ampliação da capacidade estrutural do píer, que passou de quatro para seis berços de atracação.

Como parte de seu compromisso com a sustentabilidade, a companhia está investindo R$ 30 milhões na implantação da primeira usina de gás natural da Região Norte dedicada exclusivamente a operações portuárias, em uma parceria estratégica com o Governo do Amazonas e a Cigás. A substituição gradual do diesel tradicional tem o potencial de evitar a emissão de cerca de 17 mil toneladas de dióxido de carbono por ano.

Com uma equipe que varia de 600 a 700 colaboradores diretos, o terminal de Manaus registrou a movimentação de 138.035 TEUs (unidade padrão equivalente a um contêiner de 20 pés) apenas no primeiro semestre, com projeção de superar a marca de 300 mil TEUs ao longo de 2026.

Super Porto Verde: Nova fronteira logística em Itacoatiara

Localizado a cerca de 175 quilômetros de Manaus, o Super Porto Verde representa a principal diversificação dos negócios da companhia, concebido para atender à crescente demanda do corredor logístico do Arco Norte no escoamento de commodities agrícolas, como grãos e fertilizantes.

“A criação do Super Porto Verde integra a nossa estratégia para atender ao segmento de commodities agrícolas, respondendo à demanda crescente do corredor logístico do Arco Norte. A estrutura foi concebida para oferecer uma alternativa mais eficiente ao escoamento da produção agrícola brasileira”, ressalta Di Gregorio.

O complexo portuário ocupa uma área de 300 mil metros quadrados e gerará 130 empregos diretos e 250 indiretos. A infraestrutura dispõe de um píer flutuante de 240 metros e três guindastes elétricos com capacidade conjunta para movimentar até 2.100 toneladas por hora.

O sistema viabiliza a operação simultânea de seis barcaças e de um navio Panamax de até 50 mil toneladas, com tempo estimado de transbordo de até 36 horas. Situado próximo à confluência dos rios Amazonas e Madeira, o empreendimento posiciona-se estrategicamente nas principais rotas de exportação do Centro-Oeste.

Vale destacar que para apoiar o transbordo de contêineres durante o período de estiagem de 2026, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) autorizou, em caráter excepcional e por 180 dias, o uso do Porto Verde. Com isso, o terminal  poderá ser acionado de forma complementar e hipotética apenas em cenários de contingência com janelas operacionais disponíveis e uso de guindastes próprios dos armadores.

Resiliência e operação contingencial contra a estiagem

Paralelamente ao novo polo de grãos, o Super Terminais mantém estruturada uma operação contingencial em Itacoatiara para recepcionar cargas conteinerizadas destinadas ao PIM caso a vazante extrema dos rios comprometa a navegabilidade e a chegada direta de navios a Manaus.

Embora operem com finalidades distintas no mesmo município, a empresa já alinhou os procedimentos operacionais e regulatórios necessários para acionar a rota alternativa de contingência, assegurando o abastecimento contínuo do parque fabril amazonense frente aos desafios climáticos sazonais.

Fonte: Coluna Mais Negócios / Jornal Em Tempo