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CBA lança programa de mentorias em gestão para acelerar startups e fortalecer o ecossistema de bioeconomia

Iniciativa do PMO capacita 46 parceiros do CBA Open para estruturar negócios e acelerar soluções da biodiversidade

Foto: Divulgação/CBA

O Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA) iniciou uma agenda de mentorias em Planejamento Estratégico direcionada às startups, empresas e instituições associadas ao seu ambiente de inovação. Conduzida pelo Escritório de Gerenciamento de Projetos (PMO) da instituição, a iniciativa gratuita visa capacitar gestores, aprimorar a governança corporativa e acelerar o desenvolvimento de soluções sustentáveis baseadas na biodiversidade regional.

O programa atende a organizações vinculadas ao CBA Open, plataforma que reúne 46 entidades parceiras. O objetivo central é superar o gargalo da gestão de negócios, integrando o suporte científico e tecnológico oferecido pelo CBA a ferramentas de modelagem estratégica, definição de metas e identificação de gargalos operacionais.

A ação atende diretamente aos compromissos firmados no contrato de gestão do CBA com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), voltados ao adensamento das cadeias produtivas e ao fortalecimento do ambiente de negócios da bioeconomia amazônica.

Diagnóstico Individualizado e Impacto nas Cadeias Produtivas

Conduzido pelo especialista Léo Bruno, do PMO do CBA, o acompanhamento adota uma metodologia customizada para cada estagio de maturidade organizacional. Entre as entidades beneficiadas estão a INATÚ Amazônia — marca coletiva voltada ao fortalecimento do manejo comunitário —, o Instituto de Inovação e Responsabilidade Social da Amazônia (Instituto Íris) e a cleantech Munguba Soluções Ambientais (MUSA).

Segundo Marisa Taniguchi, representante da INATÚ Amazônia, o modelo individualizado permitiu estruturar estratégias específicas para mitigar gargalos logísticos e operacionais característicos da atuação com comunidades e cooperativas locais.

No caso do Instituto Íris, o processo de mentoria fundamentou a reestruturação interna da entidade. De acordo com o diretor-presidente, Rafael Paixão, o alinhamento de processos e metas já resultou no ganho de eficiência comunicacional e no avanço da captação de recursos externos para novos projetos.

Apoio Além dos Laboratórios

O diretor de Bionegócios do CBA, Carlos Henrique Carvalho, destaca que a consolidação da bioeconomia na Amazônia exige um olhar integrado que contemple tanto o desenvolvimento tecnológico quanto a viabilidade econômico-financeira das empresas.

“O apoio à inovação também passa pelo fortalecimento da gestão. Ao contribuir para que essas organizações aprimorem seu planejamento e estejam mais estruturadas, o CBA ajuda a criar condições para que ideias e soluções desenvolvidas na Amazônia avancem, transformem-se em negócios sustentáveis e gerem resultados”, ressaltou Carvalho.