Meio Ambiente
Financiamento e transição climática na Amazônia reúnem lideranças em fórum internacional no MASP
Evento reuniu lideranças para alinhar recursos à preservação da região Amazônica e à geração de renda regional
Banco da Amazônia marcou presença no evento - Foto: Divulgação
O financiamento da transição climática e o fortalecimento do desenvolvimento sustentável na Amazônia ganharam destaque durante o World Climate Summit São Paulo 2026, evento integrante da São Paulo Climate Week, realizado no Museu de Arte de São Paulo (MASP). O fórum reuniu investidores, lideranças do setor privado e órgãos governamentais para alinhar estratégias de bioeconomia, transição energética e adaptação às mudanças climáticas.
Durante o painel “A Arquitetura Financeira da Transição”, o presidente do Banco da Amazônia, Luiz Lessa, destacou a urgência de direcionar recursos para atividades que reduzam a pressão sobre os ecossistemas florestais, aliando preservação ambiental a impacto social positivo.
“Quando falamos de transição, estamos falando de desenvolver soluções eficazes e que beneficiem as pessoas. Estamos falando de promover atividades que não estejam diretamente ligadas aos impactos ambientais., argumentou.

Lessa ressaltou que, apesar de a região Amazônica ter um agronegócio forte, a consolidação de uma economia de baixo carbono passa por investimentos estruturantes no setor, garantindo eficiência operacional e retornos de longo prazo para a população local por meio da geração de emprego e renda.

Foto: Divulgação/Banco da Amazônia
Desafios no acesso ao crédito para a agricultura familiar
Em outra frente de debates, na mesa-redonda “Future of Food Coalition” (Coalizão do Futuro da Alimentação), a gerente executiva de Sustentabilidade da instituição, Samara Farias, abordou os entraves no financiamento da agricultura familiar e na garantia da segurança alimentar.
A executiva defendeu a reformulação dos modelos tradicionais de concessão de crédito, propondo instrumentos mais flexíveis e adequados às especificidades dos pequenos produtores rurais na Amazônia, sendo elas:
- Adequação de critérios bancários à realidade do produtor familiar.
- Criação de linhas de crédito direcionadas à transição agroecológica.
- Fomento a arranjos produtivos que aliem produção de alimentos e conservação ambiental.
