Indústria
Com fábricas em Manaus, Klabin registra receita de R$ 5,2 bi no 3º trimestre
Alta na celulose e avanço na venda de embalagens sustentam resultado da Klabin
Foto: Divulgação
Mesmo diante de um cenário internacional desafiador, a Klabin – maior produtora e exportadora de papéis para embalagens do Brasil, que opera duas unidades estratégicas no Polo Industrial de Manaus (PIM) – encerrou o terceiro trimestre com receita líquida consolidada de R$ 5,2 bilhões. O número representa um leve recuo de 2% frente ao mesmo período de 2025. O desempenho reflete a alta dos preços da celulose em dólar e a expansão nas vendas de embalagens, fatores que ajudaram a amenizar os impactos da valorização do real frente à moeda norte-americana.
O Ebitda ajustado atendeu às projeções e atingiu R$ 2 bilhões no período, sustentado pelo volume de vendas e pela disciplina no controle de custos. “Esses fatores foram parcialmente compensados pela valorização do real frente ao dólar no período. O Ebitda ajustado reflete esses efeitos, acrescidos das estratégias de redução de custo implementadas pela companhia”, esclarece a Klabin.
Força no segmento de embalagens e fibras

Na divisão de celulose, a companhia comercializou 386 mil toneladas, mantendo estabilidade na comparação anual. A procura por fibra longa e fluff seguiu aquecida, impulsionada pela demanda nos setores de higiene pessoal, fraldas e cuidados adultos.
No segmento de papéis, o volume vendido alcançou 359 mil toneladas, avanço de 4% em relação ao terceiro trimestre do ano passado. O principal destaque da divisão foi o papel-cartão, que registrou expansão de 7% no volume de vendas e alta de 5% na receita líquida.
No acumulado do semestre, os investimentos da companhia somaram R$ 1,4 bilhão, alta de 19% frente a 2025. Do total aportado, R$ 553 milhões foram destinados à silvicultura (crescimento de 30% impulsionado pelo ritmo de plantio) e R$ 487 milhões voltados à manutenção operacional do parque fabril.
Peso das fábricas de Manaus
As operações em Manaus desempenham papel estratégico no abastecimento da Região Norte. Presente no Amazonas desde 2016, quando adquiriu os ativos da Hevi Embalagens por R$ 187 milhões (em transação conjunta com a paranaense Embalplan), a Klabin ampliou em 70 mil toneladas anuais sua capacidade em papelão ondulado.
Em 2020, a empresa reforçou sua estrutura local ao incorporar a unidade que pertencia à International Paper (inaugurada em 1999 como Orsa Celulose). Com 21 unidades industriais no Brasil e uma na Argentina, as duas plantas amazonenses consolidam a Klabin como fornecedora-chave de embalagens sustentáveis para o ecossistema fabril da Zona Franca de Manaus (ZFM).
Segundo a companhia cerca de 95% das embalagens fabricadas na capital amazonense têm como destino as próprias indústrias instaladas no PIM. “Aproximadamente 95% da nossa produção atende empresas instaladas na Zona Franca de Manaus. Hoje, temos mais da metade de participação no mercado local de embalagens para produtos como televisores e aparelhos de ar-condicionado, e nossa operação já está preparada para o crescimento previsto de nossos clientes dos próximos anos”, afirmou Ricardo Carvalho, gerente industrial das duas unidades da Klabin em Manaus, em junho deste ano.
