Inovação
Ufam recebe supercomputador da Intel para pesquisas em inteligência artificial inovação na Amazônia
Iniciativa em parceria com o MCTI fortalecerá estudos regionais em bioeconomia, clima e biodiversidade, além de sistemas da universidade
A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) anunciou em cerimônia, o recebimento de um supercomputador baseado na plataforma Intel Gaudi 3. O equipamento ampliará a infraestrutura computacional da instituição e permitirá o desenvolvimento de pesquisas de grande capacidade de processamento de dados, especialmente, em inteligência artificial (IA), aprendizado de máquina (machine learning) e computação de alto desempenho (HPC). O evento ocorreu no Auditório do Instituto de Computação (IComp), localizado no setor Norte do campus sede.
A iniciativa é resultado da parceria entre a Ufam, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Intel, que disponibilizou o equipamento em doação para apoiar a pesquisa científica, o desenvolvimento tecnológico e a formação de recursos humanos em inteligência artificial no Brasil.
De acordo com a reitora da Ufam, professora Tanara Lauschner, esta é uma grande conquista não apenas para a Ufam, mas também para o desenvolvimento da ciência e tecnologia na região. “Hoje, a pesquisa e a inovação dependem fortemente da inteligência artificial. É crucial que a Ufam possua uma infraestrutura que permita ajustar modelos à nossa realidade e aos nossos desafios específicos. Pesquisas de pós-graduação em bioeconomia, saúde, biodiversidade, clima, hidrologia, entre outras, terão impactos significativos com a chegada desse supercomputador. Essa infraestrutura terá capacidade de treinar modelos e obter resultados que seriam difíceis de alcançar com modelos não adaptados à nossa região”, explicou.
Sobre o supercomputador
O servidor é um Dell PowerEdge XE9680, desenvolvido para processamento de aplicações de alto desempenho em IA. A configuração inclui dois processadores Intel Xeon de 5ª geração, oito aceleradores Intel Gaudi 3, interligados por rede Ethernet de alta velocidade (RoCE), 1 terabyte (TB) de memória DDR5 e até 1,5 TB de memória HBM integrada aos aceleradores. O equipamento possui formato de servidor em rack de 6U, peso líquido de 110 quilos e peso bruto de 114 quilos.

Segundo o diretor do Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação (CTIC/Ufam), Diogo Soares Moreira, a chegada de um supercomputador desse porte além do ensino e da pesquisa fortalecerá iniciativas estratégicas institucionais da Universidade, entre elas o desenvolvimento de um chat institucional baseado em LLMs, agentes pedagógicos integrados à IA do Sistema Sauim e outras pesquisas voltadas à transformação digital e à inovação na Ufam.
“A estrutura fortalece a autonomia da Instituição no desenvolvimento e uso de soluções baseadas em inteligência artificial, além de ampliar o suporte a projetos acadêmicos, sistemas institucionais e iniciativas de pesquisa e inovação. Compartilhada entre as unidades da Ufam e parceiros, essa infraestrutura cria novas oportunidades para o desenvolvimento de aplicações voltadas ao contexto institucional, consolidando a universidade como referência em inovação tecnológica na região”, ressaltou.
Pesquisa e desenvolvimento tecnológico
Para a representante do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Andréa Correia, o anúncio do recebimento de um supercomputador de alto desempenho da Intel representa a ampliação da capacidade científica e tecnológica instalada na Amazônia e a criação de novas possibilidades para o desenvolvimento de pesquisas avançadas.
“A Amazônia gera diariamente uma quantidade extraordinária de informações científicas, dados sobre biodiversidade, clima, florestas, saúde, bioeconomia, recursos naturais e dinâmicas sociais. Transformar esses dados em conhecimento, soluções e políticas públicas exige infraestrutura computacional, equipes qualificadas e, sobretudo, cooperação entre as instituições. Nesse sentido, essa iniciativa beneficia não apenas a Ufam, mas todo o ecossistema regional de ciência, tecnologia e inovação. Abre oportunidades para projetos colaborativos e formação de profissionais altamente especializados em desenvolvimento de soluções para os desafios concretos da Amazônia”, finalizou.
