Logística
Aeroporto de Manaus amplia rotas e tenta reduzir gargalos de carga da Zona Franca
Terminal prepara rastreamento digital em tempo real e renovação de equipamentos para dar mais previsibilidade à indústria local
Cargas em galpão de armazenamento |
O Aeroporto de Manaus tenta reduzir o tempo de liberação e transporte de cargas da Zona Franca em meio à ampliação de rotas aéreas nacionais e internacionais. O terminal de cargas prepara um sistema digital de rastreamento em tempo real e renovação de equipamentos para dar mais previsibilidade à indústria local.
A estratégia foi apresentada durante a TranspoAmazônia 2026, realizada na semana passada, em Manaus. O Terminal de Cargas do Aeroporto de Manaus é operado pela Concessionária dos Aeroportos da Amazônia, integrante da rede Vinci Airports, que assumiu a gestão do Manaus Airport em 2022.
Desde então, o terminal passou por investimentos em infraestrutura, segurança operacional, revisão de processos e renovação de equipamentos. Segundo a concessionária, as mudanças elevaram em 23,8% a eficiência operacional e reduziram o tempo médio de liberação de cargas.

Também foi implantado o serviço de quick service, voltado ao atendimento de cargas emergenciais.
Agora, a nova etapa prevê a implantação de um sistema de gestão de armazenagem e de um portal digital para clientes, com informações em tempo real sobre localização e movimentação das cargas. A renovação da frota de empilhadeiras também está prevista.
“Hoje, tempo é um ativo. A indústria de Manaus trabalha com cadeias de suprimento extremamente sensíveis e, muitas vezes, a carga chega diretamente à linha de produção. Quanto maior a rastreabilidade e a previsibilidade, maior o valor agregado para o cliente”, afirma Luciana Procoro, gerente-geral do Terminal de Cargas do Aeroporto de Manaus.
Novas rotas
A modernização ocorre em meio à ampliação da conectividade aérea de Manaus. Em 2025, a Braspress passou a operar regularmente no terminal, ampliando a oferta de transporte doméstico de cargas.
Neste ano, a Latam iniciou a ligação direta entre Manaus e Fortaleza, reduzindo o tempo de transporte para a capital cearense. Antes, parte das cargas precisava passar por conexões em cidades como Brasília ou Recife.
No mercado internacional, a Atlas transformou em regular uma rota que antes era sazonal, elevando para quatro as frequências semanais entre Miami, nos Estados Unidos, e Manaus.

Avião da companhia áerea Atlas Air
A ampliação das conexões reforça a tentativa de posicionar a capital amazonense como ponto de entrada e saída de mercadorias para o Brasil e outros países da América do Sul.
“O que queremos é transformar Manaus em um hub para a América Latina. A localização geográfica da cidade, somada à força industrial da Zona Franca e aos investimentos em conectividade, cria condições para que ela assuma um papel cada vez mais relevante nas cadeias globais de suprimentos”, diz Luciana.
Carga e comércio eletrônico
O Terminal de Cargas do Aeroporto de Manaus opera 24 horas por dia e atende importação, exportação e distribuição para o mercado nacional. Por ano, movimenta cerca de 140 mil toneladas de mercadorias.
A estrutura atende principalmente cargas ligadas à Zona Franca de Manaus, mas também busca ampliar a atuação em novos segmentos logísticos.
O terminal já obteve homologação para iniciar operações de courier, modalidade usada no comércio eletrônico internacional. A expectativa é que o serviço amplie a oferta logística em Manaus e facilite operações de encomendas vindas do exterior.
