Economia
Parintins tem a gasolina mais cara do País desde o início de 2026, aponta ANP
Preço médio pago pelo parintinense chegou a R$ 9,09, segundo levantamento mais recente
Parintins, no interior do Amazonas, é o município brasileiro que paga a gasolina comum mais cara do país, desde a primeira semana do ano, segundo levantamento feito com base em dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Na pesquisa mais recente, realizada entre os dias 4 e 9 de maio, o preço médio do combustível no município chegou a R$ 9,09. O maior valor encontrado foi de R$ 9,29.
O levantamento mostra que Parintins ocupa, de forma recorrente, o amargo posto de preço médio mais caro do país em 2026.

A gasolina aditivada também aparece entre os combustíveis com valores mais elevados, com exceção de uma única semana. O único momento que a Ilha Tupinambarana não apareceu na primeira posição foi em janeiro, entre os dias 4 e 10. Na ocasião, Gurupi (TO) registro valor superior, deixando Parintins em 2º lugar.
O cenário ocorre em meio às sucessivas altas nos preços dos combustíveis registradas nas últimas semanas no Amazonas.
Desde a privatização da Refinaria da Amazônia (Ream), antiga Refinaria Isaac Sabbá, adquirida em 2022 pelo grupo Atem, o mercado aponta preocupação com os impactos da concentração logística e dos custos de distribuição no estado, principalmente em municípios do interior.
Impacto no consumo
A alta no preço dos combustíveis afeta a rotina de quem mora no munícipio e precisa abastecer o veículo com frequência. O vendedor Alex Fonseca afirma que reduziu o uso do carro e passou a priorizar a moto para diminuir os gastos.
”Uso meu carro mais para sair em ocasiões com a família, no dia a dia uso moto. Em média eu gastava de 300,00 a 400,00 reais agora estou gastando no máximo 200,00 que significa um custo de 50,00 reais por semana na moto”, disse.
Além da situação no interior do Amazonas, o levantamento também aponta Manaus entre as capitais com combustíveis a preços elevados.
No caso da capital amazonense, o etanol estrá entre os mais caros. Na semana analisada pela ANP, a capital amazonense apareceu na 8ª posição do ranking nacional.
Refinaria Privatizada se pronuncia

Refinaria da Amazônia (Ream) | Foto: Divulgação/Ream
Questionada sobre os preços altos e sobre sua atuação na região, a Ream afirmou, em nota, que a empresa não atua sozinha no mercado de combustíveis no estado.
“A Ream vende aos distribuidores de combustíveis cerca de 30% do volume comercializado pelos postos do Estado do Amazonas e 5% do volume comercializado pelos postos da Região Norte, sendo o restante suprido por múltiplos agentes que operam na região, incluindo Petrobras, importadores e operadores logísticos”.
A empresa também afirmou que mantém o processo de refino do petróleo.
“Mesmo neste contexto de maior turbulência global e no mercado de combustíveis no Brasil, a Ream reforça que se mantém comprometida com o abastecimento da região e que está refinando e produzindo combustíveis para mitigar os riscos de desabastecimento de seus clientes”.
