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LH Eletrônica vai construir nova fábrica para produzir TVs e controles remotos em Manaus

Com investimento de R$ 12,8 milhões, produção começa em 2027 e empresa avalia ampliar portfólio com celular, tablet e ar-condicionado

Foto: Divulgação

A LH Eletrônica da Amazônia vai investir R$ 12,8 milhões na construção de uma nova planta industrial em Manaus para produzir televisores e controles remotos a partir de janeiro de 2027. A empresa deve manter o modelo que sustenta sua atuação há quase três décadas: a industrialização de equipamentos para outras empresas.

As informações foram divulgadas pelo gerente comercial e de projetos da companhia, Leandro Lima Harraquian, em entrevista ao portal PIM Amazônia.

O projeto prevê a construção de uma nova planta industrial, com obras programadas para iniciar em agosto de 2026 e conclusão até dezembro do mesmo ano.

A produção estimada é de 36 mil televisores e 560 mil controles remotos entre o primeiro ano de operação e os dois anos seguintes. Segundo Harraquian, os números refletem uma estratégia inicial mais cautelosa, com possibilidade de expansão conforme a demanda.

“É um valor exequível, mas conservador. O nosso planejamento em si é conservador porque a ideia é conseguir muito mais, levando em conta o potencial que o nosso Distrito tem”, diz.

Foco em industrialização OEM

A empresa atua no modelo OEM (Original Equipment Manufacturer), com produção sob encomenda para outras marcas, sem atuação direta no consumidor final.

LH Eletrônica vai construir nova fábrica para produzir TVs e controles remotos em Manaus

Produção na LH Eletrônica da Amazônia | Foto: Divulgação

“Terceirização de kit acessório, por exemplo, é muito comum no Polo Industrial, especialmente no segmento de eletroeletrônicos. Muitas empresas terceirizam a produção de controle remoto, manual e alguns componentes”, explica.

Segundo o executivo, a companhia já negocia com clientes, inclusive internacionais, mas os contratos ainda não foram divulgados.

Expansão do portfólio

Além da nova linha de TVs e controles, a empresa avalia ampliar gradualmente o portfólio. Entre os produtos em estudo estão notebooks, celulares, tablets e ar-condicionado.

“Já estamos começando a sequência de notebooks e, em seguida, devem vir celular, tablet e ar-condicionado para complementar os processos. Primeiro a fábrica vai botar o que já tem aprovado para rodar. Aí, quando a fábrica já estiver instalada, vai ficar muito mais fácil a aprovação desses novos projetos”, ressalta.

Futuro

Atualmente com cerca de 300 funcionários, a empresa projeta chegar a 500 colaboradores até o fim do ano, com possibilidade de crescimento adicional conforme a evolução das operações.

“Para o futuro, pretendemos fortalecer o nosso relacionamento, que já existe com as indústrias, e crescer, formando também mão de obra especializada. O cenário é promissor, com essa mistura de produtos e serviços. Se a gente não se tornar a maior, a ideia é que sejamos uma das maiores no segmento OEM”, conclui Harraquian.