MENU
Buscar

Norte avança em qualidade dos domicílios alugados, mas ainda tem piores índices de saneamento do país

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram melhora no padrão das construções e no acesso a bens domésticos, enquanto acesso à água e esgoto segue limitado na região

Foto: Divulgação/IBGE

O crescimento dos domicílios alugados no Brasil também reflete mudanças importantes na Região Norte, que combina expansão habitacional com desafios históricos de infraestrutura. Entre 2016 e 2025, o número de imóveis alugados no país aumentou 54,1%, passando de 12,2 milhões para 18,9 milhões, tornando-se o tipo de ocupação que mais cresceu no período.

Embora o dado seja nacional, ele reflete nas transformações regionais, como o aumento do número de domicílios e mudanças nas condições de moradia, que têm impactado diretamente o Norte.

Melhor qualidade das construções

Na região, houve melhora significativa no padrão das habitações. Em 2025, 71,5% dos domicílios tinham paredes de alvenaria ou taipa com revestimento, após um crescimento de 10 pontos percentuais — o maior avanço proporcional entre as regiões brasileiras.

Infraestrutura ainda limitada

55174510627 84d4a24f3f k

Foto: João Viana / Semcom

Apesar disso, o acesso a serviços essenciais segue restrito. Apenas 60,9% dos domicílios do Norte estavam ligados à rede geral de abastecimento de água, o menor percentual do país.

No esgotamento sanitário, a desigualdade é ainda mais acentuada: somente 30,6% das residências tinham acesso à rede coletora de esgoto, índice bem abaixo do registrado em outras regiões.

Descarte de lixo e desigualdade

A destinação de resíduos também revela dificuldades estruturais. Norte e Nordeste concentram a maior parcela de domicílios que ainda utilizam a queima do lixo na propriedade. Na Região Norte, embora tenha havido redução — de 18,6% em 2016 para 14,5% em 2025 —, a prática ainda é significativa.

Sinais de modernização

Por outro lado, o levantamento aponta avanços no acesso a bens domésticos. A presença de máquina de lavar roupa subiu de 41,0% para 60,0% dos domicílios entre 2016 e 2025, um dos maiores crescimentos do país.

O acesso à energia elétrica também se mantém elevado, alcançando 99,4% dos domicílios na região.