Economia
Pará registra superávit de US$ 4,66 bilhões e reforça protagonismo no comércio exterior no 1º trimestre de 2026
O desempenho foi impulsionado pela mineração com destaque para o minério de ferro e cobre
Pátie cargas cercados por grandes pilhas de contêineres |
O Estado do Pará encerrou o primeiro trimestre de 2026 com um desempenho expressivo na balança comercial, alcançando um superávit de US$ 4,66 bilhões. O resultado é fruto de US$ 5,50 bilhões em exportações e US$ 838,98 milhões em importações registradas entre janeiro e março, números que consolidam o estado como peça estratégica na economia do país. O resultado consolida o estado como um dos principais protagonistas do comércio exterior brasileiro, ocupando o 4º lugar no ranking nacional de saldo, além da 5ª posição em exportações.
O desempenho foi impulsionado, sobretudo, pelo setor mineral, que segue como a principal base da pauta exportadora paraense. No período, os produtos minerais responderam por US$ 4,52 bilhões, com destaque para o minério de ferro, que liderou as vendas externas ao atingir US$ 2,36 bilhões. Também ganharam relevância o minério de cobre (US$ 1,28 bilhão), o ouro e o ferro-níquel, evidenciando a força do complexo mineral-metalúrgico do estado.
Além da mineração, o agronegócio e a agroindústria contribuíram para o resultado positivo. Entre os produtos tradicionais, as exportações alcançaram US$ 648,3 milhões, com destaque para as carnes bovinas, os bovinos vivos e o suco de frutas. Já os produtos não tradicionais somaram US$ 263 milhões, puxados principalmente pela soja, pelo milho em grãos e pelas sementes de gergelim, indicando avanços na diversificação da pauta exportadora estadual.

No lado das importações, o estado concentrou compras em itens estratégicos para a atividade produtiva, como máquinas e equipamentos industriais, combustíveis, fertilizantes e insumos químicos. Entre os principais fornecedores estão países como Estados Unidos, Rússia, China e México, refletindo a demanda por produtos voltados à mineração, indústria e infraestrutura.
A logística de exportação segue fortemente baseada na via marítima, com destaque para as unidades da Receita Federal (URFs). A IRF São Luís liderou o escoamento, com US$ 3,13 bilhões, seguida pela ALF Belém, com US$ 1,51 bilhão. Também aparecem entre os principais pontos o Porto de Santos e o Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos, reforçando a importância da infraestrutura logística para o desempenho comercial do estado.

Trabalhador | Foto: Divulgação FIEPA
Para a gerente do Centro Internacional de Negócios (CIN) da FIEPA, Cassandra Lobato, os resultados refletem não apenas a força dos setores tradicionais, mas também um movimento consistente de amadurecimento da economia paraense no cenário internacional. “O desempenho do Pará no primeiro trimestre evidencia a solidez de sua base exportadora, historicamente ancorada na mineração, ao mesmo tempo em que revela avanços relevantes no processo de diversificação, com destaque para o crescimento da agroindústria.
Esse contexto amplia as oportunidades de inserção em novos mercados e reforça a necessidade de investimentos contínuos em infraestrutura, inovação e ganho de competitividade. Tais fatores são essenciais para que o estado avance na oferta de produtos de maior valor agregado e consolide, de forma sustentável, sua presença no comércio internacional.”, avalia.
