Economia
Norte concentra combustíveis mais caros do país, aponta ANP
Diferença regional supera R$ 1 por litro; tema chega à Justiça no Amazonas
Placa de preços de combustível chama atenção em posto de gasolina, com valores elevados para gasolina, etanol e diesel |
Os preços dos combustíveis seguem mais altos na região Norte, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), referente à semana de 15 a 21 de março de 2026. A diferença entre regiões supera R$ 1 por litro na gasolina comum, considerando os preços médios ao consumidor.
Entre as capitais, Boa Vista tem a gasolina mais cara do país, com média de R$ 7,55 por litro. Na sequência aparecem Natal (R$ 7,47) e Recife (R$ 7,44). Porto Velho (R$ 7,40) e Rio Branco (R$ 7,33) também estão entre os maiores preços.
No Centro-Sul, os valores são menores. Campo Grande registra média de R$ 6,19 por litro, seguida por Goiânia (R$ 6,25). Belo Horizonte (R$ 6,36) e Porto Alegre (R$ 6,34) também figuram entre as capitais mais baratas.
O padrão se repete no diesel, com valores mais elevados no Norte e Nordeste.

Placa de posto de combustíveis exibe os preços atualizados: gasolina a R$ 7,59, etanol a R$ 5,99 e diesel a R$ 8,59, com destaque para os valores elevados
No recorte por estados, Roraima lidera (R$ 7,55), seguido por Acre (R$ 7,47) e Amazonas (R$ 7,33). Pernambuco e Rondônia também aparecem entre os maiores valores, ambos com média de R$ 7,30.
Entre os menores preços, Mato Grosso do Sul (R$ 6,19) e Goiás (R$ 6,25) registram médias mais baixas, acompanhados por Minas Gerais (R$ 6,36) e Rio Grande do Sul (R$ 6,34).
Judicialização
No Amazonas, o tema também está na Justiça. O Tribunal de Justiça do Amazonas julga, em 13 de abril, um recurso da Defensoria Pública do Estado contra a extinção de uma ação coletiva envolvendo postos de combustíveis em Manaus.
A ação questiona o não repasse ao consumidor de reduções de preços nas refinarias e aponta possíveis práticas de mercado com impacto nos valores finais.
