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Setor da construção entra em alerta e prevê queda no emprego

Sondagem da Confederação Nacional da Indústria indica piora nas expectativas do setor para os próximos seis meses, com indicadores abaixo da linha de crescimento

Canteiro de obras no Brasil, setor que projeta queda no emprego e desaceleração nos próximos meses, segundo sondagem da Confederação Nacional da Indústria | Foto: Iano Andrade/CNI

A indústria da construção projeta queda no emprego e redução no lançamento de novos empreendimentos e serviços nos próximos seis meses, segundo sondagem divulgada nesta segunda-feira (23/3) pela Confederação Nacional da Indústria em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção.

De acordo com a pesquisa, os principais indicadores de expectativa do setor recuaram e passaram a indicar contração. O índice de expectativa de número de empregados caiu para 49,5 pontos, enquanto o de novos empreendimentos e serviços recuou para 49,7 pontos — ambos abaixo da linha de 50 pontos, que separa crescimento de queda.

O índice de expectativa do nível de atividade também apresentou retração, passando de 52,1 para 51,3 pontos, sinalizando desaceleração do crescimento. Já a intenção de investimentos caiu pelo segundo mês consecutivo, atingindo 42,1 pontos.

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Canteiro de obras no Brasil, setor que projeta queda no emprego e desaceleração nos próximos meses, segundo sondagem da Confederação Nacional da Indústria.

Segundo a CNI, o cenário é influenciado principalmente pelos juros elevados e pelas incertezas econômicas, que pressionam os custos e dificultam o acesso ao crédito, mesmo após medidas recentes de estímulo ao setor.

Apesar de uma leve melhora nos indicadores de atividade em fevereiro, o nível ainda permanece abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. A utilização da capacidade operacional chegou a 65%, também inferior aos anos anteriores.

O levantamento mostra ainda que o setor completou 15 meses consecutivos de falta de confiança, com o índice de confiança recuando para 46,5 pontos. Para os empresários, tanto as condições atuais quanto as perspectivas futuras seguem negativas.