O período entre 2015 e 2025 foi o mais quente já registrado desde o início das medições, em 1850, segundo relatório da Organização Meteorológica Mundial divulgado nesta segunda-feira (23/3). O estudo também aponta que 2025 está entre os anos mais quentes da história, com temperatura média cerca de 1,43°C acima dos níveis pré-industriais.
O documento alerta para a aceleração da crise climática, impulsionada pelo aumento das concentrações de gases de efeito estufa, que intensificam o aquecimento da atmosfera e dos oceanos, além do derretimento de geleiras.
De acordo com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, o planeta vive uma situação de “emergência climática”, com todos os principais indicadores em níveis críticos.
O relatório também destaca o aumento de eventos extremos, como ondas de calor, chuvas intensas e ciclones, que têm provocado mortes, prejuízos econômicos e impactos sociais, como insegurança alimentar e deslocamento de populações.
Outro ponto de atenção é o desequilíbrio energético da Terra, causado pela retenção de calor na atmosfera. Segundo o estudo, 91% do excesso de calor é absorvido pelos oceanos, o que contribui para o aquecimento das águas e a elevação do nível do mar.
A entidade alerta ainda que os impactos das mudanças climáticas atingem a saúde, elevando riscos de doenças e afetando trabalhadores expostos ao calor, além de reforçar a necessidade de medidas preventivas por parte dos governos.