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Coari (AM) aparece entre municípios com baixa qualidade de vida, aponta estudo

Cidade amazonense está entre as maiores beneficiadas, mas figura entre os piores índices sociais do país

Coari (AM), onde fica o polo petrolífero de Urucu, apresenta um dos piores índices de qualidade de vida entre cidades que recebem royalties do petróleo | Divulgação

Das 50 cidades brasileiras que mais recebem royalties da produção de petróleo, 12 apresentam Índice de Condições de Vida (ICV) abaixo da média nacional. Entre elas está Coari (AM), que registra um dos piores indicadores do levantamento.

O município amazonense, onde está localizado o polo petrolífero de Urucu, teve ICV de 0,377, bem abaixo da média nacional de 0,485, segundo o estudo Pesquisa Petróleo & Condições de Vida, divulgado pela Agenda Pública com dados de 2024.

A pesquisa analisou os 50 municípios com maior arrecadação de royalties — compensações financeiras pagas por empresas de petróleo — e avaliou indicadores em áreas como saúde, educação, infraestrutura, gestão, desenvolvimento econômico, finanças públicas, proteção social e meio ambiente.

Apesar de receber recursos relevantes da exploração de petróleo e gás, Coari aparece entre as cidades com pior desempenho social. O estudo indica que o volume de receitas não se traduz automaticamente em melhoria das condições de vida da população.

No ranking geral, cidades como Linhares (ES), Araucária (PR) e Resende (RJ) lideram em qualidade de vida, mesmo sem estarem entre as maiores arrecadadoras de royalties.

Além de Coari, outros municípios com indicadores abaixo da média incluem Paraty (RJ), São Gonçalo (RJ) e Duque de Caxias (RJ). Ao todo, 16 cidades foram classificadas com “muito baixa condição de vida”.

Segundo os pesquisadores, o principal desafio é a gestão dos recursos. Municípios dependentes do petróleo tendem a ampliar gastos no curto prazo, mas sem planejamento de longo prazo que garanta desenvolvimento sustentável.

O estudo recomenda investimentos em educação, fortalecimento da gestão pública e diversificação econômica para reduzir a dependência dos royalties e melhorar os indicadores sociais.