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Serafim Corrêa anuncia saída da Sedecti nas próximas semanas

O economista disse que deve disputar vaga para deputado, mas não informou se será a nível estadual ou federal

Foto: Tunico Santos

O secretário de Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas, Serafim Corrêa, confirmou nesta segunda-feira (2) que deixará o comando da pasta nas próximas semanas para concorrer ao cargo de deputado nas eleições deste ano, mas não informou se será a nível estadual ou federal.

“Vou sair da secretaria no dia 1º de abril, serei candidato ao parlamento. Isso está definido pela direção nacional do partido, nós viveremos um momento de uma campanha eleitoral muito intensa, onde temos a obrigação de dar todo apoio ao presidente Lula e seu vice Geraldo Alckmin, que tem sido amigo fraterno da Zona Franca de Manaus”, disse.

Ele também explicou que março será o período de articulações partidárias e definição de alianças, antecipando um ambiente de intensa movimentação nos bastidores a partir de abril.

Os anúncios foram feitos durante entrevista à Rios FM.

Secretário também projetou novo PIB para o Amazonas

O secretário também estimou que o PIB estadual para 2025 deve alcançar um novo marco: R$ 180 bilhões. Segundo ele, os números ainda estão em fase de consolidação técnica junto ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas a revisão representa um salto expressivo frente à projeção de R$ 140 bilhões divulgada no ano passado.

Caso confirmado, o resultado colocará o Amazonas em um novo patamar de geração de riqueza, consolidando uma trajetória de crescimento impulsionada majoritariamente pelo parque fabril instalado no Polo Industrial de Manaus.

Segundo Corrêa, o PIM importou aproximadamente US$ 16 bilhões em insumos e componentes e devolveu à economia cerca de US$ 24 bilhões em valor agregado, entre salários pagos, tributos recolhidos e uso de matérias-primas nacionais.

Na avaliação do secretário, o modelo industrial amazonense tem mostrado capacidade de reagir às pressões externas ao ampliar a produção local e reduzir a dependência de produtos estrangeiros.

“O modelo deu uma resposta ao Brasil ao substituir produtos importados por produção nacional. Esse movimento cria condições para novos investimentos, inclusive no interior do Estado”, informou.