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Carnaval 2026 deve movimentar R$ 145,7 milhões em Manaus, com alta de 3,3% nas vendas

Maioria pretende ficar na cidade, gastar até R$ 150 e consumir principalmente bebidas e alimentação

Foto: Secretaria de Cultura do Amazonas

O Carnaval de 2026 deve movimentar R$ 145,7 milhões na economia de Manaus, um crescimento de 3,3% nas vendas em comparação com 2025, e geração de aproximadamente 430 vagas de trabalho temporárias. As informações constam na Pesquisa de Intenção de Compras da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus).

44% dos entrevistados pretendem desembolsar até R$ 150,0, enquanto outros 25% devem gastar entre R$ 151,0 e R$ 250,0. Apesar do perfil mais moderado, há uma fatia menor disposta a investir valores mais altos, incluindo 5% que afirmam poder gastar acima de R$ 1.000. O gasto médio por consumidor deve alcançar R$ 190,0.

“Mesmo com a maioria dos consumidores planejando gastar até R$ 150, o volume total mostra que o manauara está cauteloso, mas não deixou de consumir. Esse comportamento é positivo para a economia, porque distribui renda entre pequenos e médios negócios e mantém o dinheiro circulando dentro da cidade, especialmente nos setores de bares, restaurantes e serviços”, opina o dirigente da CDL Manaus, Ralph Assayag.

Vendas

As bebidas lideram as intenções de compra, com destaque para sucos, água e energéticos, com 53%, seguidas por refrigerantes (46%) e cerveja ou chope (42%). Além disso, aparecem petiscos e salgadinhos (47%) e lanches (45%). Esses números reforçam outro dado: bares e restaurantes formam o setor que lidera a procura por serviços, com 38% das intenções.

Além do consumo imediato, parte dos foliões pretende investir na produção: fantasias e maquiagens foram mencionadas por 38% dos entrevistados, enquanto roupas e calçados e protetor solar aparecem com 36% cada.

A busca por transporte particular e ingressos para festas, com 35% e 24%, respectivamente, indica movimentação também no setor de serviços, junto com hospedagens (22%) e aluguel por temporada (21%).

“Não é um Carnaval de euforia, é um Carnaval de ajuste. O consumidor participa, mas com cálculo. Para o comércio, isso representa um recado claro: margem menor, giro mais rápido e necessidade de estratégia. Quem depender de venda por impulso pode sentir; quem trabalhar volume e experiência tende a crescer”, declara Assayag.

Preferência local

A maior parte dos entrevistados, 43%, afirmam que vão passar o Carnaval na capital, participando de eventos, enquanto 27% pretendem ficar em casa. Apenas 5% planejam viajar para outra cidade.

Escolhidos por 28% dos entrevistados, blocos de rua lideram as participações em festividades, seguidos por desfiles das escolas de samba e festas ou bailes aparecem empatados, com 23% cada.

Forma de pagamento

No momento de pagar, o dinheiro ainda lidera, com 40%, mas movimentações via pix já aparecem consolidadas, com 28% das preferências. O cartão de crédito parcelado (15%), o débito (10%) e o crédito à vista (7%) completam as opções mais citadas.

Perfil dos entrevistados

A pesquisa, realizada em janeiro com 1.870 consumidores da zona urbana da capital, mostra um consumidor majoritariamente feminino (55%) e concentrado na faixa etária de 30 a 39 anos (43%).

A maior parte, 39%, tem renda familiar entre R$ 1.622 e R$ 3.242, enquanto 29% vivem com até R$ 1.621.

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