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Banco do Brasil projeta 2026 como ano desafiador

Alta inadimplência no agronegócio e novas regras contábeis impactaram lucro de R$ 20,68 bilhões em 2025; banco aposta em crescimento e reforço no crédito consignado

© José Cruz/Agência Brasil/Arquivo

O Banco do Brasil encerrou 2025 com lucro líquido ajustado de R$ 20,685 bilhões, queda de 45,4% em relação ao ano anterior, segundo divulgação feita nesta quinta-feira (12/2). O resultado foi impactado pelo aumento da inadimplência no agronegócio, que cresceu cerca de 500% em relação à média histórica, e pelas novas regras contábeis aplicadas no período.

Para 2026, a instituição projeta um lucro líquido ajustado entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões e prevê um ano “desafiador”, segundo a presidente-executiva Tarciana Medeiros. Uma das estratégias será fortalecer a liderança no crédito consignado, tanto para o funcionalismo público quanto para trabalhadores do setor privado.

Aporte extraordinário ao FGC

Diante do impacto financeiro causado pela liquidação do Banco Master, o Banco do Brasil fará um aporte antecipado de R$ 5 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), equivalente a cinco anos de contribuições futuras, além de uma contribuição extraordinária de 50% desse valor, ou cerca de R$ 500 milhões anuais. Segundo o vice-presidente Geovanne Tobias, essa medida garante liquidez ao fundo e protege o sistema financeiro, embora represente um efeito de caixa para o banco.

Tarciana Medeiros reforçou a importância do FGC como seguro para investidores e destacou que as experiências de 2025 trazem aprendizados sobre ajustes na legislação e regulação, buscando evitar falhas semelhantes no futuro.

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