MENU
Buscar

Bancos digitais exigem atenção redobrada dos empreendedores, alerta Sebrae

Entidade orienta empresas a verificar autorização do Banco Central, adesão ao FGC e condições de segurança antes de abrir conta

Divulgação

A expansão das fintechs e dos bancos digitais tem ampliado o acesso a serviços financeiros e facilitado a rotina de empreendedores em todo o país. No entanto, casos recentes de liquidação dessas instituições acenderam um alerta sobre a importância de cuidados na escolha de onde manter contas e recursos do negócio.

Diante desse cenário, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) reuniu orientações essenciais para empresários e empresárias antes de abrir uma conta bancária, seja como pessoa física ou jurídica. Entre os pontos destacados estão a análise de tarifas, termos contratuais, regularidade junto aos órgãos reguladores e o histórico da instituição no mercado.

Segundo o coordenador de Acesso a Crédito e Investimentos do Sebrae, Giovanni Beviláqua, a principal regra é verificar se o banco está autorizado a operar. “Confirme no site do Banco Central se a instituição é regulada e se adere ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que protege depósitos e investimentos de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em caso de liquidação”, orienta.

Outro aspecto importante é optar por instituições que ofereçam contas exclusivas para pessoas jurídicas (PJ). “Isso garante maior organização e rastreabilidade das receitas e despesas, fundamentais para declarações anuais e gestão financeira do negócio”, destaca Beviláqua.

Segurança, investimentos e proteção ao empresário

O Sebrae também recomenda atenção à segurança cibernética e ao índice de reclamações das instituições. Bancos com baixa taxa de queixas demonstram maior confiabilidade operacional, essencial para transações diárias de vendas, pagamentos e recebimentos.

No caso de bancos digitais que oferecem investimentos, o alerta é redobrado para aplicações com rentabilidade muito acima da média do mercado, como CDBs que superam significativamente o CDI. “Esses retornos podem indicar riscos elevados ou instabilidades financeiras”, explica Beviláqua. A orientação é comparar sempre com benchmarks confiáveis, como o Tesouro Direto ou taxas médias divulgadas pelo Banco Central, além de diversificar aplicações.

Para clientes de instituições que tiveram liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central, a recomendação é se cadastrar no portal ou aplicativo do FGC para solicitar o ressarcimento dos valores protegidos. Também é indicado transferir as operações financeiras para outra instituição regulada, acompanhar as atualizações do liquidante nomeado pelo BC e evitar novas captações até a resolução do processo.

Noticias Relacionadas

 

Com Informações do Sebrae