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Feira do Empreendedorismo Inclusivo, no Pará, reforça inclusão produtiva e economia criativa

A 42ª edição no Porto Futuro fortalece a autonomia de famílias atípicas no estado

Foto: Divulgação

Consolidada como uma política pública de inclusão socioeconômica, aFeira do Empreendedorismo Inclusivo reúniu 12 empreendedoras neste sábado (31/01) e vai além da comercialização de produtos. O evento oferece visibilidade, fortalece a economia criativa e amplia o olhar da sociedade sobre as potencialidades de pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), seus familiares e associações.

Nos últimos dois anos, a Feira do Empreendedorismo Inclusivo já alcançou R$ 171 mil em renda gerada, 6.331 mercadorias comercializadas, 264 empreendedores envolvidos e 41 eventos realizados. Resultados expressivos que impactam positivamente à vida de centenas de famílias paraenses.

Durante os dois dias de programação, neste final de semana, os visitantes encontram uma grande variedade de produtos artesanais, regionais e autorais, como roupas, acessórios, alimentos, itens de papelaria, brinquedos educativos, artigos personalizados e fantasias de carnaval, aproveitando a proximidade do período festivo. Cada peça carrega não apenas criatividade, mas também histórias de dedicação, autonomia e resiliência.

Entre essas histórias, está a da empreendedora autista Ellen Brasil, que participa da feira há cerca de três anos. Pedagoga, psicopedagoga e neuropedagoga, ela também é autista e encontrou no empreendedorismo uma forma de unir conhecimento, vivência e inclusão. É a partir dessa trajetória acadêmica e pessoal que ela produz e comercializa brinquedos pedagógicos voltados ao desenvolvimento infantil, especialmente para crianças com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

Para Ellen o espaço representa mais do que uma oportunidade de venda. “É muito bom participar da feira. Ajuda bastante”, afirma. Ellen explica que a renda obtida com a comercialização dos produtos tem um propósito social ainda maior. “Eu quero montar uma ONG para poder atender crianças autistas que não têm acesso a terapias e nem plano de saúde. Essa renda ajuda a realizar esse sonho”, relata.

A titular da Coordenação Estadual de Políticas para o Autismo, Brenda Maradei, reforça que o projeto nasceu justamente para atender uma necessidade recorrente das famílias atípicas. “Muitas mães têm dificuldade de manter um emprego formal por conta da rotina de terapias e cuidados com os filhos. A feira surge para apoiar esse empreendedorismo, oferecendo um espaço seguro, bem localizado e com grande circulação de pessoas, onde elas podem vender seus produtos e gerar renda”, explica.

Além de movimentar a economia local, a Feira do Empreendedorismo Inclusivo contribui para romper preconceitos e ampliar a compreensão da sociedade sobre as vivências ligadas ao autismo, promovendo empatia, respeito e pertencimento. Com entrada gratuita, a expectativa é de grande circulação de público ao longo do fim de semana, garantindo visibilidade às empreendedoras e fortalecendo um projeto que já se tornou referência em inclusão socioeconômica no Pará.

Com informações da Agência Pará