MENU
Buscar

Ano eleitoral inicia com reconfiguração das bancadas partidárias no Senado

Reorganização das bancadas reflete trocas de partido e movimentações típicas do período pré-eleitoral

Andressa Anholete/Agência Senado Fonte: Agência Senado

O Senado Federal inicia 2026 com uma correlação de forças diferente da observada no mesmo período de anos anteriores. No último ano da atual legislatura, o Partido Liberal (PL) passa a ser a maior bancada da Casa, com 15 senadores — um a mais do que no início de 2025 — e assume a liderança numérica antes ocupada pelo Partido Social Democrático (PSD) desde 2023.

O PSD aparece agora como a segunda maior bancada, com 14 parlamentares, após perder uma cadeira em relação ao ano passado. Em terceiro lugar permanece o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que também registra redução e passa a contar com 10 senadores. Completam o grupo das cinco maiores bancadas o Partido dos Trabalhadores (PT), com 9 parlamentares, e o Progressistas (PP), com 7.

Trocas partidárias e suplentes redesenham o Senado

A mudança no ranking das bancadas vai além de uma simples troca de posições entre partidos. A chamada “dança das cadeiras” reflete movimentações ocorridas ao longo de 2025, como filiações, desfiliações e a posse de suplentes em vagas de titulares.

Entre os principais movimentos estão a saída do senador Alan Rick (AC) do União Brasil para o Republicanos e a de Márcio Bittar (AC), que deixou o União Brasil para se filiar ao PL. Já Daniella Ribeiro (PB) migrou do PSD para o PP, enquanto Giordano (SP) se desfiliou do MDB e atualmente está sem partido.

No campo das suplências, em outubro, José Lacerda (PSD-MT) assumiu a vaga deixada pela senadora Margareth Buzetti (PP-MT), primeira suplente do senador Carlos Fávaro, ministro da Agricultura. Lacerda havia sido eleito como segundo suplente na chapa.

Outras mudanças, no entanto, não alteraram a composição numérica das bancadas. Em 16 de dezembro, Bruno Bonetti (PL-RJ), suplente do senador Romário (PL-RJ), tomou posse e deve permanecer no cargo até março.

Com 2026 sendo ano eleitoral, a tendência é de novas alterações ao longo dos próximos meses, seja pela entrada e saída de suplentes, seja por eventuais trocas partidárias. O cenário pode ficar ainda mais dinâmico em 2027, já que, nas eleições de outubro deste ano, dois terços das cadeiras do Senado estarão em disputa, com potencial para redefinir o equilíbrio de forças na Casa.

Notícias Relacionadas

Fonte: Agência Senado