Indústria
Assinado acordo de R$ 150 milhões para criação do Instituto de Pesquisas do Exército na Amazônia
Parceria entre Censipam e IME prevê a instalação do Ipeam na região, com foco em inovação, soberania nacional e desenvolvimento econômico do Amazonas
A instalação do Instituto de Pesquisas do Exército na Amazônia (Ipeam) foi oficializada nesta sexta-feira, 23 de janeiro, em Brasília, com a assinatura de um acordo de parceria para pesquisa, desenvolvimento e inovação entre o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) e o Instituto Militar de Engenharia (IME). O projeto conta com investimentos iniciais estimados em R$ 150 milhões.
O acordo terá vigência de 60 meses e concentrará esforços em áreas estratégicas como inteligência artificial, tecnologias quânticas e biotecnologia. A proposta é aplicar o conhecimento científico do Ipeam à infraestrutura e às bases de dados estratégicas do Censipam, ampliando a presença qualificada do Estado brasileiro na Amazônia.
As atividades de pesquisa serão inicialmente estruturadas por meio de cursos de pós-graduação, mestrado e doutorado,com possibilidade de expansão futura para cursos de graduação em engenharia.
Indústria vê geração de empregos e inovação
A iniciativa recebeu forte apoio das lideranças industriais do Amazonas, que veem no novo instituto um motor para a geração de empregos de alta qualificação e para o desenvolvimento sustentável da região. Para o setor produtivo local, a presença de um braço tecnológico do IME na Amazônia representa a integração entre ciência de ponta e as realidades produtivas da floresta.
Participaram da cerimônia Luiz Augusto Rocha e Lúcio Flávio de Oliveira, presidentes do Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (CIEAM), além do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), Antônio Silva. Segundo Silva, a chegada do Ipeam concretiza um desejo antigo da indústria amazonense ao trazer um centro de excelência diretamente conectado à inovação e ao crescimento econômico regional.
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Luiz Augusto Rocha destacou que a participação da indústria no convênio permitirá que empresas do Amazonas impulsionem suas áreas tecnológicas e de inovação a partir do próprio estado. Já Lúcio Flávio de Oliveira classificou o momento como histórico, ressaltando o fortalecimento da pesquisa científica, da qualificação profissional e da valorização do conhecimento regional, com apoio da expertise do IME.
O ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, afirmou que o projeto contribui para corrigir desigualdades regionais históricas e permite que talentos formados na Amazônia permaneçam na região. Ele também destacou o papel do senador Eduardo Braga (MDB-AM) como articulador central para viabilizar recursos e garantir a chegada dos cursos superiores do IME ao Amazonas.
Com Informações do CIEAM
