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Combustíveis mais caros do Brasil estão no Norte

Rio Branco tem gasolina vendida a R$ 7,30, seguida de Porto Velho, a R$ 7,11

Foto: Divulgação

O Levantamento de Preços de Combustíveis, conduzido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizado entre os dias 11 e 17 de janeiro, revelou que capitais da região Norte são detentoras dos combustíveis mais caros do Brasil.

Das cinco capitais com o etanol mais caro do Brasil, quatro são da região Norte. Os comparativos levam em conta o preço médio da revenda.

Capital Preço médio da revenda
Natal (RN) R$ 5,56
Porto Velho (RO) R$ 5,51
Manaus (AM) R$ 5,49
Curitiba (PR) R$ 5,29
Boa Vista (RR) R$ 5,21

Rondônia e Amazonas, vale destacar, aparecem como os estados com os valores mais alarmantes no etanol: R$ 5,50 e R$ 5,49, respectivamente.

Com preço médio de R$ 7,36, o Acre lidera o ranking nacional dos estados com a gasolina aditivada mais cara, mantendo sua capital no mesmo patamar de custo elevado.:

Capital Preço médio da revenda
Rio Branco (AC) R$ 7,30
Porto Velho (RO) R$ 7,11
Curitiba (PR) R$ 7,12
Manaus (AM) R$ 7,04
Boa Vista (RR) R$ 6,95

 

Combustíveis mais caros do Brasil estão no Norte

No caso da gasolina comum, o cenário se repete, com o Acre voltando a figurar na pior posição do levantamento, com valor médio de R$ 7,38. Entre as capitais, o comportamento dos preços segue a mesma tendência, conforme detalhado a seguir:

Capital Preço médio da revenda
Rio Branco (AC) R$ 7,25
Porto Velho (RO) R$ 7,03
Manaus R$ 6,98
Curitiba (PR) R$ 6,93
Boa Vista (RR) R$ 6,85

 

 

O que está por trás dos altos valores, segundo especialista

Ao portal PIM Amazônia, o presidente do Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindipetro-AM), Marcus Ribeiro, apontou que a elevação de preços nas capitais nortistas está diretamente associada a entraves logísticos estruturais, como a dependência do transporte fluvial, a longa distância em relação aos principais centros de distribuição do país e o peso da carga tributária estadual, fatores que encarecem o custo final ao consumidor.

Marcos Ribeiro

“O Norte paga um preço logístico muito mais alto do que outras regiões do país. Quando você soma a dependência dos rios, que impõe sazonalidade e limita escala, as grandes distâncias dos polos produtores e a tributação estadual, o resultado é um custo acumulado que se reflete diretamente no valor final dos produtos nas capitais”, analisou.

Ribeiro informa que outro fator contributivo para a pressão de preços nas capitais do Norte é a baixa escala de mercado, com volumes reduzidos de consumo e produção, o que dificulta a diluição de custos fixos, limita ganhos de produtividade e encarece a operação de distribuidores e varejistas.

“Mesmo quando a logística funciona, o mercado do Norte ainda opera em pequena escala, o que ajuda a explicar o caso do Acre. São volumes menores de venda e de circulação de mercadorias, o que impede a diluição de custos fixos como armazenagem, frota, pessoal e tecnologia. Sem escala, o custo unitário sobe, e isso acaba sendo repassado ao consumidor final”, explicou.

Menores preços

Campo Grande (MS) registrou o menor preço médio do etanol entre as capitais pesquisadas, com o litro comercializado a R$ 4,02. Já São Luís (MA) apresentou os menores valores tanto para a gasolina comum quanto para a gasolina aditivada, com preços médios de R$ 5,68 e R$ 5,94, respectivamente, e considerado um dos mercados mais competitivos no segmento de combustíveis no levantamento.