Economia
Conta de luz pode cair até 18% com abertura do mercado livre de energia
Estimativa da Ecom indica economia para consumidores de baixa tensão com a nova lei do setor elétrico
A abertura do mercado livre de energia para todos os consumidores, prevista em lei sancionada em novembro de 2025, pode resultar em descontos de 13% a 18% na conta de luz para consumidores de baixa tensão que optarem por migrar para essa modalidade. A estimativa é da comercializadora Ecom e considera o novo cenário regulatório que será implementado de forma gradual nos próximos três anos.
Segundo a empresa, os percentuais de economia tendem a ser menores do que os observados nos últimos anos para consumidores de média e alta tensão. Isso ocorre porque a nova legislação alterou incentivos anteriormente concedidos ao Ambiente de Contratação Livre (ACL), como os descontos pelo uso do sistema de distribuição. Além disso, mudanças na alocação e criação de encargos também influenciam a formação dos preços.
Diferenças entre mercado livre e regulado
Dados da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) mostram que, em outubro de 2025, o preço de longo prazo da energia no mercado livre foi de R$ 188 por megawatt-hora (MWh), valor 45% inferior à tarifa média praticada pelas distribuidoras no mercado regulado. No ACL, o consumidor pode negociar diretamente a compra de energia com geradores ou comercializadoras, enquanto no ambiente regulado a aquisição é feita pela distribuidora local.
A abertura do mercado ocorreu de forma escalonada no Brasil. Desde janeiro de 2024, a opção já está disponível para todos os consumidores conectados à rede de média e alta tensão. A expectativa é que a liberação alcance também os consumidores de baixa tensão, incluindo residências, até novembro de 2028. O cronograma prevê que, em até 24 meses após a sanção da lei, a abertura chegue aos consumidores industriais e comerciais de baixa tensão.
Com a ampliação do público potencial, as comercializadoras têm intensificado investimentos em digitalização, aprimoramento dos canais de venda e comunicação. Para o CEO e cofundador da Ecom, Marcio Sant’Anna, será fundamental desenvolver novos produtos voltados a esse segmento. Ele avalia ainda que a abertura total poderia ser antecipada, apesar de reconhecer que o mercado ainda não está plenamente preparado para uma liberalização imediata.
De acordo com a Abraceel, o número de unidades consumidoras no mercado livre chegou a 82.539 em setembro de 2025, crescimento de 41% em 12 meses. Em outubro do mesmo ano, o ambiente livre respondeu por 43% de toda a eletricidade consumida no país, o equivalente a 30.890 megawatts médios.
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Com Informações Eixos
