Economia
Petróleo fecha em alta com temores de redução da oferta do Irã
Protestos reprimidos no país elevam tensões geopolíticas e impulsionam os preços do Brent e do WTI no mercado internacional
O petróleo encerrou esta segunda-feira (12/1) em alta no mercado internacional, refletindo as preocupações de investidores com uma possível redução das exportações do Irã após a repressão violenta a protestos em larga escala no país.
O barril do Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), subiu 0,83% (US$ 0,53), fechando a US$ 63,87. Já o WTI para fevereiro, na New York Mercantile Exchange (Nymex), avançou 0,64% (US$ 0,38), para US$ 59,50.
Pela manhã, os contratos chegaram a operar em leve queda, diante da perspectiva de aumento da oferta global. No entanto, o recuo do dólar e o agravamento das tensões geopolíticas reverteram o movimento ao longo do dia.
Tensões no Irã pressionam o mercado
Segundo dados do grupo ativista de direitos humanos HRANA, ao menos 544 pessoas morreram durante os protestos no Irã. Em meio à crise, o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, publicou uma charge retratando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como um sarcófago em deterioração.
A União Europeia informou que avalia a imposição de novas sanções contra o Irã devido à repressão às manifestações. Analistas do ING destacam que o avanço dos protestos aumentou os temores sobre a oferta global de petróleo, fortalecendo os preços da commodity.
Além do Irã, investidores monitoram riscos de interrupção no fornecimento da Rússia, após ataques da Ucrânia a instalações de energia, e a possibilidade de sanções mais duras dos Estados Unidos ao setor energético russo. Na Venezuela, a líder da oposição, María Corina Machado, deve se reunir com Trump na próxima quinta-feira (15/1).
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Com informações da Eixos
