O ano de 2025 marcou uma virada na política ambiental do Acre. Com uma agenda integrada de monitoramento, regularização ambiental, combate a ilícitos e fortalecimento das populações tradicionais, o estado registrou reduções históricas no desmatamento e nas queimadas, além de avançar no uso de tecnologia, inovação e participação social na gestão ambiental.
Segundo dados do Inpe, o Acre reduziu em 27,62% o desmatamento entre agosto de 2024 e julho de 2025, o equivalente a 325 km² de floresta preservada. O resultado supera a meta anual do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas (PPCDQ-AC), que previa queda de 10% ao ano até 2027, e antecipa em dois anos a meta de redução de 50% do desmatamento.
No enfrentamento às queimadas, o estado registrou uma queda de 75% nos focos de calor entre janeiro e novembro de 2025, passando de 8.628 registros no ano anterior para 2.183 neste ano. Os resultados refletem a atuação integrada do Gabinete de Crise, do Grupo Operacional de Comando e Controle (Gocc) e das equipes de fiscalização.
Outro pilar da gestão foi a regularização ambiental. Ao longo do ano, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) realizou 20 mutirões, com 1.149 atendimentos em diversos municípios. No total, foram 1.623 atendimentos relacionados ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), 1.261 análises concluídas, 168 Termos de Compromisso Ambiental firmados e quase 2 mil notificações emitidas. Durante as ações, 159 técnicos de prefeituras, órgãos estaduais e sindicatos rurais também foram capacitados.
Na área de inovação, o Acre lançou a plataforma Acre Climate, desenvolvida para mapear e simular impactos de inundações em áreas vulneráveis, integrando dados ambientais, climáticos e sociais. A ferramenta, apresentada na Semana do Clima de Nova York, posiciona o estado na vanguarda da adaptação climática no Brasil.

Outro destaque é o Selo Verde Acre, plataforma digital gratuita que reúne dados ambientais, fundiários e socioeconômicos, fortalecendo a rastreabilidade da produção agropecuária e a transparência das informações ambientais dos imóveis rurais.
Em 2025, o Acre também se tornou pioneiro com a implementação de brigadistas comunitários remunerados em unidades de conservação estaduais. Foram selecionados 48 moradores das próprias UCs, que atuam no combate e na prevenção de incêndios, além de ações de educação ambiental.
No campo dos investimentos internacionais, o estado captou R$ 15 milhões junto ao Fundo Brasil da ONU para a execução do Programa de Resiliência Socioambiental, voltado às Áreas de Proteção Ambiental do Igarapé São Francisco e do Lago do Amapá. O projeto inclui ações de conservação, recuperação de áreas degradadas, segurança hídrica, segurança alimentar, igualdade de gênero e fortalecimento comunitário.
As comunidades da floresta também foram atendidas pelo Programa Saúde na Floresta, que ampliou sua atuação em 2025, levando serviços de saúde, assistência social e educação ambiental a unidades de conservação em diferentes regiões do estado.
No cenário internacional, o Acre teve participação de destaque na COP30, em Belém, onde apresentou seus resultados no combate ao desmatamento, manejo do fogo e governança climática. O secretário de Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, participou de 14 painéis temáticos, reforçando o protagonismo do estado na agenda ambiental amazônica.

“Consolidamos uma trajetória consistente de redução do desmatamento, ampliamos ações preventivas e mostramos que o Acre está preparado para enfrentar os desafios das mudanças climáticas”, destacou o secretário.
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Com Informações da Agência de Notícias do Acre