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Cesta básica fica mais barata em 5 das 7 capitais da região Norte

Recuo do valor alivia o orçamento das famílias nortistas

Foto: Gov

Comprar os alimentos básicos para o mês ficou mais barato em cinco das sete capitais da região Norte. É o que aponta a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, de novembro, divulgada nesta semana pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).

O comparativo entre os meses de outubro e novembro mostra um reflexo da maior oferta de produtos agrícolas, queda na demanda industrial e conjunturas específicas de mercado, de acordo com o levantamento.

Para a economista Michele Aracaty, presidente do Conselho Regional de Economia do Amazonas e Roraima (Corecon-AM/RR), a queda nos preços essenciais representa mais do que um simples dado estatístico.

“A queda no valor de itens da cesta básica constitui alívio para as famílias, em especial as que recebem salário mínimo. Tal cenário proporciona a aquisição de maior quantidade de itens, aumenta o poder de compra, melhora a alimentação e, por consequência, traz um alívio para o orçamento doméstico”, disse Michele.

Dois pesos

Entre os alimentos que contribuíram para a queda estão o arroz, o tomate e o açúcar. Na outra ponta, produtos como café, óleo de soja e carne seguem pressionando parte das famílias, variando conforme a dinâmica local de oferta, demanda e logística.

A continuidade do movimento de queda no valor da cesta dependerá do que pode acontecer nos próximos meses, na avaliação da economista. Segundo ela, são muitos os fatores que podem influenciar o comportamento dos preços dos alimentos.

“Entre os principais fatores que podem influenciar a variação de preços destacam-se o aumento da oferta de alimentos, a queda da demanda, a redução dos custos de produção e logística, condições climáticas favoráveis, fatores macroeconômicos, variação cambial e políticas governamentais de desoneração fiscal”, explicou Michele Lins.

Horas trabalhadas para comprar alimentos

No geral, há uma tendência de redução no tempo de trabalho necessário para adquirir a cesta básica na região.

Em Macapá, por exemplo, o trabalhador remunerado pelo salário mínimo precisou dedicar 93 horas e 13 minutos para comprar os itens básicos, número inferior ao registrado em outubro.

Em Palmas, o tempo caiu para 97 horas e 29 minutos. Já em Manaus, caiu para 91 horas e 13 minutos.

Confira os destaques em cada capital

cesta

Macapá- AP

A maior redução ocorreu em Macapá, que apresentou uma queda de 5,28%, fazendo o valor da cesta recuar para R$643,25, diferente do mês de outubro que registrou alta no valor ficando em R$679,09. Itens como tomate, manteiga, leite e arroz apresentaram recuos importantes, enquanto o óleo de soja foi o destaque de alta, chegando a mais de 20% no mês. Mesmo com pressões pontuais, a capital amapaense acumulou, desde abril, retração de 2,61% na cesta.

Palmas – TO

Em Palmas, a queda foi de 3,28%, com o custo total fechando em R$672,61. O movimento foi puxado por recuos no tomate, banana, manteiga e leite, refletindo a maior oferta desses alimentos no período. Desde abril, Palmas apresenta a maior queda acumulada da região de 9,93%, indicando tendência consistente de alívio no bolso dos consumidores.

Boa Vista – RR

Boa Vista também registrou redução, de 1,44%, com a cesta custando R$669,19. A queda foi influenciada pela retração em itens como banana, arroz e açúcar. O acumulado dos últimos sete meses aponta recuo de -6,94%, o segundo maior entre as capitais nortistas.

Manaus – AM

Em Manaus, a cesta caiu -0,61%, fechando em R$629,39, sendo o segundo menor valor da região. Entre os itens com queda destacam-se farinha de mandioca, arroz e tomate. Ainda assim, o óleo de soja e o feijão exerceram pressão de alta. Desde abril, a capital amazonense acumula variação negativa de -6,31%.

Porto Velho – RO

Porto Velho apresentou redução de -0,76%, levando o valor da cesta a R$614,13, o menor entre as capitais nortistas. A queda foi influenciada principalmente pelos recuos em tomate, arroz e açúcar, embora o óleo de soja e a banana tenham subido. No acumulado desde abril, a retração chega a -7,78%.

Rio Branco e Belém registram alta no valor

Ao contrário das demais, duas capitais da região registraram alta no mês. Rio Branco teve aumento de 0,77%, com a cesta custando R$635,91. O tomate e o arroz subiram menos que em outros estados, mas café, óleo e banana exerceram pressão positiva. Já Belém registrou elevação leve, de 0,28%, alcançando R$666,15. O principal fator foi a alta na carne bovina, no óleo de soja e no leite.

 

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