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Amazonas terá nova expansão da rede de gás; Cigás programa R$ 350 milhões até 2029

Gasoduto Norte-Leste, em Manaus, concentra maior parte dos recursos

Foto: Divulgação/Cigás

A Cigás anunciou que prevê investir cerca de R$ 350 milhões na ampliação da infraestrutura de gás natural no Amazonas até 2029, parte de um conjunto de obras que mira sobretudo a melhoria da distribuição em Manaus e a expansão do atendimento no estado. Os valores foram apresentados durante o encontro “Raízes do Investimento”, organizado pela Sedecti, nesta terça-feira (2/12).

O maior projeto em execução é o gasoduto Norte-Leste: com 34,5 quilômetros, a obra deve reforçar o escoamento do combustível para bairros das zonas norte e leste e áreas estratégicas como o Distrito Industrial, a AM-010 e a BR-174. A companhia afirma que, quando concluído, o sistema dará maior flexibilidade operacional à rede e elevará o nível de segurança da malha de distribuição.

A concessionária pretende dedicar R$ 150 milhões somente em 2025, quase metade do total previsto para todo o ciclo. A empresa estima que a expansão permitirá acrescentar 140 quilômetros à rede atual e elevar em 2,5 milhões de metros cúbicos por dia o volume disponível para os consumidores, alcançando 44 mil unidades consumidoras.

Mesmo jovem na comparação com distribuidoras do Sudeste, a Cigás figura hoje entre as maiores do país em volume de gás entregue. Dados da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) colocam a empresa na terceira colocação nacional. A ascensão é atribuída ao conjunto de aportes superiores a R$ 1,2 bilhão feitos nos últimos anos, que resultaram em 360 quilômetros de rede implantada e mais de 27 mil unidades consumidoras contratadas, incluindo termelétricas, indústrias, comércios, residências e o segmento veicular.

Além dos números de expansão, a companhia reforçou no evento o papel do gás natural na matriz energética local. Em Manaus, mais de 60% da energia consumida é produzida a partir do combustível distribuído pela concessionária, que também abastece Anamã, Anori, Caapiranga, Coari, Codajás e Itapiranga. Segundo a empresa, a substituição do diesel por gás nas termelétricas evitou a emissão de 6,2 milhões de toneladas de gases de efeito estufa.

Outro efeito citado foi o impacto econômico: até outubro, a cadeia do gás natural rendeu R$ 8,2 bilhões em ICMS ao estado. Esses recursos alimentam o orçamento de áreas essenciais, como educação, saúde e segurança pública.

O aspecto financeiro também aparece no uso final, com a substituição por gás natural, conforme cálculos da concessionária, reduzindo custos em diferentes segmentos: até 62% na indústria, 56% no comércio, 54% no transporte veicular e 56% no uso residencial.

Com informações da Cigás

 

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